Juscelino Filho anuncia retorno ao mandato de deputado federal em meio a Denúncias
Na mensagem, ele expressou sua determinação em continuar lutando pelo Brasil com "o mesmo compromisso, a mesma energia e ainda mais fé".
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 08/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O ex-ministro Juscelino Filho anunciou, por meio de uma carta aberta, sua intenção de retomar o mandato como deputado federal pelo Maranhão. Na mensagem, ele expressou sua determinação em continuar lutando pelo Brasil com “o mesmo compromisso, a mesma energia e ainda mais fé”.
A saída de Juscelino do cargo ministerial ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncias contra ele, envolvendo sua suposta participação em um esquema de desvio de emendas parlamentares por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). É importante ressaltar que as acusações estão ligadas à sua atuação anterior como parlamentar.
Antes de sua nomeação para o ministério, Juscelino Filho representava o estado do Maranhão na Câmara dos Deputados. Ele havia se licenciado de seu cargo em janeiro de 2023, mas a legislatura atual está programada para durar até 2027. O político já possui experiência anterior no Congresso, tendo exercido dois mandatos consecutivos entre 2015-2019 e 2019-2023.
Durante seu tempo na Câmara, Juscelino presidiu o Conselho de Ética entre 2019 e 2020 e foi responsável por relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, que define as diretrizes para a elaboração do orçamento público do ano seguinte.
O partido União Brasil manifestou apoio ao ex-ministro, afirmando ter confiança em sua inocência. A legenda ressalta que “uma denúncia não equivale a culpa” e que Juscelino se dedicará integralmente à sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), considerando essa iniciativa como um sinal de responsabilidade e comprometimento com a transparência.
Em 2024, a Polícia Federal indiciou Juscelino Filho sob acusações graves, incluindo corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo investigações, enquanto deputado federal, ele teria alocado emendas parlamentares para o município de Vitorino Freire (MA), cujo governo na época era liderado por sua irmã. Além disso, há indícios de que ele teria recebido propinas através de empresas fictícias.
Atualmente, o caso está sob análise no STF e é relatado pelo ministro Flávio Dino, que já ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo Lula entre 2023 e 2024 antes de assumir sua posição na Corte.