Juristas repudiam tentativa de punição a Ives Gandra por divergência ideológica
Nota de repúdio denuncia censura ideológica e presta solidariedade ao jurista de 90 anos, alvo de processo na OAB-SP
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 29/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A Berbigier Sociedade de Advogados publicou uma nota pública nesta semana para manifestar veemente repúdio à tentativa de abertura de um processo disciplinar contra o advogado, professor e jurista Ives Gandra da Silva Martins. A medida, em trâmite na Seccional paulista da OAB, foi promovida pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, com base em uma manifestação doutrinária feita por Gandra há mais de três décadas.
Segundo a nota, trata-se de uma iniciativa descabida e ideologicamente motivada, que ignora o contexto da análise constitucional feita por Gandra na época da promulgação da Constituição Federal de 1988, quando ele discutia o papel das Forças Armadas.
Nota ressalta o legado jurídico e o atual estado de saúde
A sociedade de advogados afirma que a tentativa de penalização ignora por completo a notória trajetória acadêmica, institucional e profissional do jurista. “A história do Professor Ives Gandra é marcada pelo compromisso inabalável com os princípios do Estado Democrático, da cidadania e da legalidade”, afirma o comunicado.

O escritório também chama atenção para o fato de que Gandra, aos 90 anos, recupera-se de um delicado estado de saúde, após passar vários dias internado na UTI, o que exige cuidados e serenidade.
Censura e tentativa de reescrever a história
Para a Berbigier Sociedade de Advogados, o procedimento é uma tentativa de censura ao livre exercício do pensamento jurídico e representa um ataque ao legado de um dos mais respeitados juristas do país.
“Expressamos irrestrita solidariedade ao advogado, professor e jurista Ives Gandra da Silva Martins, reafirmamos o respeito à sua trajetória exemplar e registramos nossa firme oposição a qualquer tentativa de reescrever sua contribuição à construção e ao fortalecimento das instituições democráticas brasileiras”, conclui a nota.