Jurídico do governo recomenda silêncio sobre reuniões

Ministros citados por Moro como testemunhas das acusações sobre interferência de Bolsonaro na PF foram orientados pelo jurídico a não dar declarações sobre reuniões que participaram

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Segundo Moro disse em depoimento no sábado passado Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno Ribeiro (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) estavam presentes quando o presidente ameaçou demiti-lo por resistir a uma troca no comando da PF.

Na segunda-feira, 5, o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, a oitiva dos três auxiliares do presidente.

O trio de ministros militares , conforme depoimento de Moro, presenciou o encontro realizado no dia 23 de abril. A conversa em que Bolsonaro teria pressionado o então ministro da Justiça para demitir o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo foi gravada.

Em conversas reservadas, os auxiliares do presidente repetem a narrativa de que todos foram “enganados” pelo ex-ministro da Justiça e relatam estarem desapontados. Eles têm relatado que não esperavam que Moro saísse do governo atirando.

Como informou o jornal O Estado de S. Paulo, um dia antes da reunião com os três ministros militares, no dia 22 de abril o presidente já havia abordado Moro sobre a saída de Valeixo em reunião com o 1º escalão do governo. O ex-ministro se demitiu dois dias depois, acusando o presidente de tentar interferir politicamente na PF.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 05/05/2020
  • Fonte: FERVER