Jurídico do governo recomenda silêncio sobre reuniões
Ministros citados por Moro como testemunhas das acusações sobre interferência de Bolsonaro na PF foram orientados pelo jurídico a não dar declarações sobre reuniões que participaram
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/05/2020
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Segundo Moro disse em depoimento no sábado passado Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno Ribeiro (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) estavam presentes quando o presidente ameaçou demiti-lo por resistir a uma troca no comando da PF.
Na segunda-feira, 5, o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, a oitiva dos três auxiliares do presidente.
O trio de ministros militares , conforme depoimento de Moro, presenciou o encontro realizado no dia 23 de abril. A conversa em que Bolsonaro teria pressionado o então ministro da Justiça para demitir o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo foi gravada.
Em conversas reservadas, os auxiliares do presidente repetem a narrativa de que todos foram “enganados” pelo ex-ministro da Justiça e relatam estarem desapontados. Eles têm relatado que não esperavam que Moro saísse do governo atirando.
Como informou o jornal O Estado de S. Paulo, um dia antes da reunião com os três ministros militares, no dia 22 de abril o presidente já havia abordado Moro sobre a saída de Valeixo em reunião com o 1º escalão do governo. O ex-ministro se demitiu dois dias depois, acusando o presidente de tentar interferir politicamente na PF.