Julinho Fuzari recebe pedido de mães por políticas públicas voltadas à Síndrome de Down

Vereador Julinho Fuzari recebeu pedido de mães atípicas para criação de políticas públicas voltadas à parcela da população com Síndrome de Down.

Crédito: Divulgação

Comemorada no dia 21 de março, o Dia Mundial da Síndrome de Down busca a conscientização global que garanta a essas pessoas liberdade e oportunidades iguais às demais.

Defensor das causas dos neurodivergentes e portadores de necessidades intelectuais, o vereador de São Bernardo do Campo, Julinho Fuzari (Cidadania), falou sobre a data que foi instituída no município e qual o objetivo.

“T21, é esse o nome dado, até por conta do número de cromossomos para Síndrome de Down. Então, aprovamos, na Câmara Municipal, o dia da Conscientização da Síndrome de Down, no mês da Conscientização, que é março. Por isso, no dia 22 de março vamos fazer uma sessão sobre o Dia da Conscientização da Síndrome de Down”, explicou o líder de governo o motivo da sessão.

Julinho foi procurado por mães e, sensibilizado, levou o projeto para conhecimento e aprovação na Casa de Leis.

“Se iniciou porque, ano passado, fui procurado por algumas mães de crianças atípicas, famílias de crianças T21, porque o Down não é neuro, é genético, ele tem um cromossomo a mais, e por isso a característica única. Então, essas famílias me procuraram e me questionaram, que eu trabalho tanto pela inclusão, autista, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e T21. Sou demandado e quero contribuir com a inclusão como um todo, assim nasceu a ideia, colocamos para frente e aprovamos esse projeto de resolução criando esse dia, então, anualmente haverá a sessão do Dia de Conscientização da Síndrome de Down”, esclareceu o parlamentar o início das conversas em prol da iniciativa.

Mais do que comemorar é incluir

Julinho falou que a sessão vai muito além da celebração, é preciso conscientização da sociedade

Muito além de uma sessão comemorativa, o evento terá participação de especialistas, depoimentos e abordará diversos temas, já que um grupo de mães criou um grupo chamado T21, em que estão engajadas para a realização da sessão com palestrantes, pessoas com conhecimento aprofundado para falar sobre inclusão, sobre o Down, mercado de trabalho, profissionais, “para que possamos construir uma cidade ainda mais inclusiva, e essas famílias atípicas da Síndrome de Down também, incluídos, tanto no nosso mandato, quanto no trabalho feito na nossa cidade que tem sido de grande valia para inclusão”, explicou Julinho.

O parlamentar falou também sobre o perfil desse público e que se destaca, muitas vezes, pela alta capacidade.

Superdotados e falta de compreensão

“Eu até diria que eles nem se classificam com limitações, alguns tem hiperfoco e são superdotados, diferenciados em algumas questões pontuais. O que falta é compreensão da sociedade que eles apenas são diferentes, sejam neurodivergentes, ou geneticamente divergentes, então, primeiro, tem que compreender para que a gente tenha condições de incluir. Sessões como essa são criadas para levar a compreensão, temos um grande desafio, porque sabemos que os tratamentos para essas famílias não são baratos, são terapias com psicólogos, neuropediatras, e outros tantos medicamentos e tratamentos que são caros, como fonoaudiólogo, por isso, precisamos aumentar o tom para que a participação do Poder Público seja maior”, pediu o vereador.

Ao concluir sua fala, Fuzari falou de pioneirismo, fim das filas na Saúde e acesso ao que for necessário.

“Há muito a se fazer ainda e tenho certeza que ao final desses quatro anos, São Bernardo, que já foi referência pelo nosso mandato nas leis para inclusão para autistas e deficientes não visíveis, vamos tornar a cidade pioneira em políticas públicas no tratamento para esse público. É possível, e o prefeito tem sinalizado nesse sentido. O prefeito assumiu um compromisso e está fazendo isso a passos largos, que é zerar a fila de espera para consultas, exames e cirurgias eletivas até o mês de julho e isso está ocorrendo e é perceptível”, disse ele, que concluiu: 

“Tenho conversado com o prefeito e vamos sim fazer que, ao final dos quatro anos, as famílias tenham acesso ao tratamento e medicação”, garantiu o vereador.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 07/03/2025
  • Fonte: Teatro Liberdade