Juliana Oliveira rompe o silêncio e fala sobre denúncia de abuso contra Otávio Mesquita
Juliana Oliveira denuncia Otávio Mesquita por assédio em gravação; revelações chocantes trazem à tona a luta por justiça no cenário televisivo.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em um desdobramento significativo no cenário televisivo brasileiro, Juliana Oliveira, ex-assistente de palco do programa “The Noite com Danilo Gentili”, fez suas primeiras declarações públicas sobre as acusações de estupro que envolvem o apresentador Otávio Mesquita. A denúncia, que foi formalizada ao Ministério Público de São Paulo em março deste ano, refere-se a um incidente ocorrido durante a gravação de um episódio do programa em 25 de abril de 2016.
Juliana alegou que Mesquita, de 65 anos, teria tocado suas partes íntimas sem consentimento, mesmo após tentativas dela de se afastar e expressar seu desconforto. Nesta terça-feira (15), a assistente compartilhou um vídeo de mais de oito minutos em sua conta no Instagram, onde detalha o que realmente aconteceu durante as gravações.
Durante a gravação, Juliana explicou que as interações com Mesquita não estavam combinadas como o apresentador havia afirmado. “Nesse dia, o que estava combinado é que o Otávio Mesquita iria descer de ponta cabeça, que eu ia ajudar o Danilo a desvirar ele e, na sequência, eu ia tirar o equipamento de segurança dele. Ensaiamos, foi tudo tranquilo. Mas na hora de ir valendo, é o que vocês viram: o cara chegou com as duas mãos na minha bunda, no meu peito. Eu dei um chega pra lá nele, só que ele não parava”, relatou.
Juliana continuou descrevendo a situação como uma violência: “Quando ele desvirou foi pior ainda. Ele me agarrou à força. Aquilo ali foi uma violência. Até a cabeça no meio das pernas dele ele colocou”. Ela enfatizou a gravidade do ocorrido e afirmou ter se manifestado imediatamente à equipe do programa após o incidente.
A acusação contra Otávio Mesquita gerou repercussão e agora será objeto de investigação policial. Juliana Oliveira ressaltou que a decisão de buscar justiça não foi fácil, mas necessária para lidar com os traumas provocados pela experiência.
O caso levanta questões importantes sobre o tratamento e a proteção dos profissionais no ambiente televisivo, além da responsabilidade das emissoras em garantir a segurança de seus colaboradores.