Juíza marca interrogatório de Paulo Preto na Lava Jato

Ex-diretor da Dersa deve depor no dia 9 de agosto no processo sobre supostos desvios de R$ 7,7 milhões da estatal paulista em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Ex-diretor da Dersa deve depor no dia 9 de agosto no processo sobre supostos desvios de R$ 7,7 milhões da estatal paulista em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal de São Paulo, marcou para o dia 9 de agosto o interrogatório do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, emblemático personagem de governos do PSDB ligado a políticos do partido. O executivo é acusado por supostos desvios de R$ 7,7 milhões da estatal paulista em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel. A investigação é da força-tarefa da Operação Lava Jato, em São Paulo.

“Designo, outrossim, o dia 9 de agosto de 2018, às 10:00 horas, também para oitiva de testemunhas residuais, interrogatório dos réus e encerramento da instrução”, determinou a magistrada.

Na mesma decisão, de 29 de junho, Maria Isabel marcou para 26 de julho, às 10h, a ‘oitiva da testemunha Ministro Aloysio Nunes, oportunidade em que serão, outrossim, ouvidas outras eventuais testemunhas residuais’. O tucano é chefe do Ministério de Relações Exteriores.

“Oficie via deprecata a testemunha Ministro de Estado nos termos do artigo 221 do Código de Processo Penal, sugerindo-se a data designada, bem como, expeça-se desde logo sua intimação pessoal para comparecimento no dia 9 de agosto na hipótese de que não indique data para oitiva dentro do prazo de 30 dias, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal”, ordenou.

A juíza ainda homologou a desistência de duas testemunhas do ex-chefe de Assentamento da Dersa José Geraldo Casas Vilela. Uma delas é o engenheiro Edison Mineiro dos Santos, fiscal da Dersa.

Edison Mineiro foi alvo de mandado de prisão temporária ordenado por Maria Isabel na Operação Pedra no Caminho. A ação, deflagrada em 21 de junho, mira em desvios que podem chegar a R$ 600 milhões em recursos públicos em obras do Rodoanel Norte. O fiscal foi solto em 29 de junho.

A denúncia criminal contra Paulo Vieira atinge outros quatro investigados, todos acusados de desvios em proveito próprio e de terceiros, entre 2009 e 2011. O montante global foi de R$ 7,7 milhões (valores da época) em recursos e imóveis destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas por grandes obras da Dersa na região metropolitana de São Paulo – o trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê.

A acusação aponta que o ex-diretor comandava o esquema. Os investigados são suspeitos de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/07/2018
  • Fonte: FERVER