Jogos de Inverno terão delegação recorde do Brasil em 2026

O Brasil chega com força total aos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, garantindo sua maior representatividade técnica da história.

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Os Jogos de Inverno de 2026, sediados nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo, marcam um momento histórico para o esporte brasileiro. Com uma delegação recorde de 14 atletas, o país amplia sua presença em cinco modalidades distintas: esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, bobsled e skeleton.

O impacto do investimento no desempenho olímpico

A evolução técnica dos atletas brasileiros que disputam os Jogos de Inverno é resultado direto de um planejamento financeiro estruturado. Por ser um país sem neve, o custo de preparação exige treinamentos constantes no exterior, financiados majoritariamente por políticas de incentivo.

Dados do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da UFPR (IPIE/UFPR) revelam que, entre 2007 e 2025, o investimento acumulado para este grupo superou os R$ 2 milhões. Foram concedidas 70 bolsas no período, fundamentais para manter a competitividade nos Jogos de Inverno.

Histórico de evolução e resultados expressivos

Desde a estreia em Albertville (1992), o Brasil deixou de ser apenas um figurante nos Jogos de Inverno para buscar posições de destaque. O amadurecimento técnico é visível em resultados consolidados nas edições passadas:

  • Snowboard Cross: 9º lugar de Isabel Clark em Turim (2006).
  • Skeleton: 13º lugar de Nicole Silveira em Pequim (2022).
  • Bobsled (4-man): 20º lugar conquistado também na edição de 2022.

A constância nos treinamentos permite que a delegação brasileira chegue aos Jogos de Inverno com chances reais de superar marcas históricas em solo italiano.

Raio-X do investimento por categoria e região

O suporte financeiro para os Jogos de Inverno demonstra uma distribuição que prioriza a excelência técnica. Das bolsas concedidas, 25 pertencem à categoria Olímpica e 4 à categoria Pódio, o nível mais alto do incentivo federal.

Geograficamente, o estado de São Paulo concentra o maior volume de recursos, somando R$ 1,3 milhão. No entanto, o alcance é nacional, com beneficiários em regiões como o Sul e até no Acre, comprovando a capilaridade do interesse pelos Jogos de Inverno.

Lideranças e veteranos no gelo

Edson Bindilatti destaca-se como o maior expoente de longevidade para os Jogos de Inverno de 2026. Com 15 bolsas acumuladas ao longo da carreira, o atleta fará sua sexta participação olímpica, servindo como pilar de experiência para os estreantes do grupo.

“A recorrência do benefício sugere que o programa funciona como reconhecimento institucional, permitindo que o Brasil mantenha presença contínua e tecnicamente competitiva”, aponta a análise do Instituto Inteligência Esportiva.

Com o suporte garantido, a expectativa é que os Jogos de Inverno em Milão-Cortina consolidem o Brasil como a principal potência de esportes de gelo e neve na América do Sul.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 03/02/2026
  • Fonte: Pocah