Jogos de Inverno terão delegação recorde do Brasil em 2026
O Brasil chega com força total aos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, garantindo sua maior representatividade técnica da história.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 03/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Pocah
Os Jogos de Inverno de 2026, sediados nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo, marcam um momento histórico para o esporte brasileiro. Com uma delegação recorde de 14 atletas, o país amplia sua presença em cinco modalidades distintas: esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, bobsled e skeleton.
O impacto do investimento no desempenho olímpico
A evolução técnica dos atletas brasileiros que disputam os Jogos de Inverno é resultado direto de um planejamento financeiro estruturado. Por ser um país sem neve, o custo de preparação exige treinamentos constantes no exterior, financiados majoritariamente por políticas de incentivo.
Dados do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da UFPR (IPIE/UFPR) revelam que, entre 2007 e 2025, o investimento acumulado para este grupo superou os R$ 2 milhões. Foram concedidas 70 bolsas no período, fundamentais para manter a competitividade nos Jogos de Inverno.
Histórico de evolução e resultados expressivos
Desde a estreia em Albertville (1992), o Brasil deixou de ser apenas um figurante nos Jogos de Inverno para buscar posições de destaque. O amadurecimento técnico é visível em resultados consolidados nas edições passadas:
- Snowboard Cross: 9º lugar de Isabel Clark em Turim (2006).
- Skeleton: 13º lugar de Nicole Silveira em Pequim (2022).
- Bobsled (4-man): 20º lugar conquistado também na edição de 2022.
A constância nos treinamentos permite que a delegação brasileira chegue aos Jogos de Inverno com chances reais de superar marcas históricas em solo italiano.
Raio-X do investimento por categoria e região
O suporte financeiro para os Jogos de Inverno demonstra uma distribuição que prioriza a excelência técnica. Das bolsas concedidas, 25 pertencem à categoria Olímpica e 4 à categoria Pódio, o nível mais alto do incentivo federal.
Geograficamente, o estado de São Paulo concentra o maior volume de recursos, somando R$ 1,3 milhão. No entanto, o alcance é nacional, com beneficiários em regiões como o Sul e até no Acre, comprovando a capilaridade do interesse pelos Jogos de Inverno.
Lideranças e veteranos no gelo
Edson Bindilatti destaca-se como o maior expoente de longevidade para os Jogos de Inverno de 2026. Com 15 bolsas acumuladas ao longo da carreira, o atleta fará sua sexta participação olímpica, servindo como pilar de experiência para os estreantes do grupo.
“A recorrência do benefício sugere que o programa funciona como reconhecimento institucional, permitindo que o Brasil mantenha presença contínua e tecnicamente competitiva”, aponta a análise do Instituto Inteligência Esportiva.
Com o suporte garantido, a expectativa é que os Jogos de Inverno em Milão-Cortina consolidem o Brasil como a principal potência de esportes de gelo e neve na América do Sul.