Jogadores da seleção começam a se apresentar na Granja Comary

Após dois anos afastado, O meia Fred, do Shakhtar Donetsk, volta a ser convocado. 'Vou agarrar com unhas e dentes essa chance na seleção', diz o jogador

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Parte do grupo da seleção brasileira já está na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), para se preparar para os dois últimos jogos do Brasil pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Na manhã desta segunda-feira, 16 dos 24 jogadores convocados são esperados pelo técnico Tite. O grupo ficará completo apenas na terça-feira.

A maior parte dos jogadores está chegando ao CT da seleção brasileira em helicópteros fretados pela CBF. Os goleiros Ederson e Cássio, zagueiro Jemerson, os volantes Renato Augusto Paulinho e Fernandinho, os meias William e Arthur, e os atacantes Diego Tardelli e Gabriel Jesus foram os primeiros atletas que chegaram ao CT por via aérea.

Para o primeiro treino do grupo, marcado para 15h30, Tite deverá contar com Jemerson, Jorge, Diego Tardelli, Gabriel Jesus, Fernandinho, Paulinho, Arthur, Cássio, Ederson, William, Neymar, Marquinhos, Thiago Silva, Daniel Alves, Renato Augusto e Danilo. Casemiro, Fred, Philippe Coutinho e Roberto Firmino são esperados ainda nesta segunda-feira, mas não participarão do treino.

Na terça-feira, Tite terá o elenco completo com a chegada de Alisson, Alex Sandro, Miranda e Diego, que na noite desta segunda joga pelo Flamengo pelo Campeonato Brasileiro.

Como tem sido costume nas Eliminatórias, o Brasil fará apenas três atividades antes do primeiro jogo. A seleção encara a Bolívia em La Paz na quinta-feira, mas não fará nenhum treino em solo boliviano. O elenco viaja em voo fretado na quarta-feira e ficará concentrado em Santa Cruz de la Sierra até horas antes da partida. A intenção é diminuir os efeitos da altitude de 3.600 metros da capital boliviana.

Na sequência, a seleção viajará para São Paulo, onde vai enfrentar o Chile, na próxima terça-feira, no Allianz Parque, pela rodada final das Eliminatórias.

CHANCE DO FRED
O meia Fred, do Shakhtar Donetsk, está de volta à seleção depois de dois anos. Neste período, foi suspenso após ser pego no exame antidoping e viu o seu clube o impedir de disputar os Jogos Olímpicos. Agora, se apresenta ao técnico Tite, em Teresópolis, para os jogos contra Bolívia e Chile, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, e corre contra o tempo para convencer o treinador que merece estar na Copa.

CONFIRA A ENTREVISTA CONCEDIDA POR FRED À REPORTAGEM DO ESTADO

O torcedor tem pouco acesso aos jogos do Shakhtar. Como você avalia seu atual momento?
Realmente, o Campeonato Ucraniano não é tão forte e não tem tanta visibilidade. Não tem como comparar com o Inglês, o Alemão o Espanhol… Do Brasil, é difícil de acompanhar, mas agora, com a Liga dos Campeões, o pessoal consegue nos ver bem e avaliar o nosso desempenho. Venho em uma sequência muito boa, fazendo boas partidas e ajudando a equipe a evoluir.

Faltam seis jogos (duas partidas de Eliminatórias e quatro amistosos) até a convocação para a Copa. O que será preciso fazer para convencer o Tite?
O que preciso fazer é mostrar o meu trabalho em campo. Todos os convocados querem estar no Mundial, e comigo não é diferente. Vou procurar fazer o meu melhor para agarrar com unhas e dentes essa chance na seleção e poder ser chamado mais vezes. E, claro, tenho de manter o alto nível de atuações no Shakhtar.

Quais são os seus principais concorrentes e qual é o seu diferencial para ganhar a vaga?
A disputa é sadia, com grandes jogadores. Na minha posição, temos Renato Augusto, Paulinho, Fernandinho… O que importa é que o Brasil está muito bem servido, com uma safra de muita qualidade. Farei de tudo para buscar uma vaga.

Por que você foi pego no exame antidoping na Copa América de 2015? O que aconteceu?
Infelizmente, fui pego no doping. É difícil entender o que se passou. Sempre fui profissional ao extremo e foi duro ficar tanto tempo sem fazer o que mais gosto. Mas já passou e a gente amadurece com tudo isso. Estou ainda mais focado no Shakhtar e na seleção. O que aconteceu serve de aprendizado.

O veto do Shakhtar para que você participasse da Olimpíada te prejudicou na seleção?
É complicado falar. Não sei o que poderia acontecer. Acho que algumas outras oportunidades poderiam, sim, ter aparecido. Mas, tudo tem o seu momento. Continuei trabalhando, o Tite viu esse meu desempenho e acabei chamado.

O que fazia você manter a esperança de voltar a ser convocado?
A gente tem de viver um dia após o outro, com dedicação e sabedoria. Sempre fui um cara cabeça boa, focado no trabalho, e consegui mostrar o meu futebol. A oportunidade pode aparecer a qualquer momento e temos de estar prontos.

  • Publicado: 02/10/2017 11:23
  • Alterado: 02/10/2017 11:23
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: Estadão Conteúdo