Janja e Lula confirmam presença no funeral do Papa Francisco

Luto oficial no Brasil marca o fim de uma era na Igreja Católica

Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Na manhã desta segunda-feira (21), o Palácio do Planalto anunciou que Janja e Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, participarão do funeral do Papa Francisco em Roma. O pontífice, que faleceu aos 88 anos devido a um acidente vascular cerebral (AVC), liderou a Igreja Católica por mais de uma década e foi o primeiro papa latino-americano na história.

O presidente Lula teve uma relação próxima com Francisco, marcada por diversas reuniões onde discutiram temas cruciais como paz, fome e desigualdade social. O ex-presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, manteve uma postura distante em relação ao líder religioso, não tendo se encontrado com ele durante seu mandato e criticando publicamente algumas de suas declarações sobre a Amazônia.

Francisco, que foi o 266º papa, foi escolhido em 13 de março de 2013. Desde então, ele se reuniu com diversas autoridades brasileiras, incluindo os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Em contraste, Bolsonaro frequentemente expressou discordâncias com o papa, especialmente em questões ambientais.

Em sinal de luto pela morte do papa, Lula decretou sete dias de luto oficial no Brasil. As bandeiras em frente ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal foram hasteadas a meio-mastro.

A relação entre Lula e o Papa Francisco se consolidou através de encontros significativos. Durante sua presidência, Lula discutiu com o pontífice assuntos como a guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas. Em ocasiões anteriores, como em 2020 e durante uma visita à cúpula do G7 na Itália em 2023, eles abordaram questões globais prementes.

A primeira-dama Janja também teve a oportunidade de se reunir com o papa em fevereiro deste ano, quando ele expressou preocupação pela saúde de Lula e apoio à Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, um projeto iniciado pelo governo brasileiro. Recentemente, Janja manifestou sua gratidão pelas orações do papa pela recuperação de Lula após uma internação.

Por outro lado, Jair Bolsonaro não teve um relacionamento amigável com o papa. Ele se absteve de encontros durante seu mandato e reagiu negativamente a um tweet de Francisco que defendia a preservação da Amazônia. Em 2021, embora tenha participado da cúpula do G20 em Roma, não houve encontro entre os dois.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de um evento no Vaticano em 2019 com outras primeiras-damas latino-americanas, mas também não teve um encontro individual com Francisco.

Dilma Rousseff foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco logo após sua eleição e teve vários encontros significativos com ele durante seu mandato e depois dele. A ex-presidente também se reunirá com o pontífice como presidente do Banco dos BRICS em abril de 2024.

Michel Temer teve um papel importante ao representar o Brasil em eventos religiosos relacionados ao papa Francisco, incluindo a missa de canonização do Padre José de Anchieta em abril de 2014.

A morte do Papa Francisco marca o fim de uma era significativa para a Igreja Católica e para as relações entre líderes mundiais e a religião. A expectativa agora é sobre o legado que seu papado deixará tanto na Igreja quanto nas questões sociais que ele tanto defendeu.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 22/04/2025
  • Fonte: Fever