Janeiro Roxo: Campinas registra 328 casos de hanseníase em 11 anos
Reconhecer sintomas e buscar tratamento é vital
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Durante o mês de janeiro, a campanha Janeiro Roxo tem como objetivo intensificar a conscientização sobre a hanseníase, uma doença que, apesar de pouco frequente, ainda apresenta casos significativos. Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas (SP) revelam que entre 2014 e 2024 foram registrados 328 casos da enfermidade, com uma média de 30 novos diagnósticos por ano. Em 2023, observou-se uma queda de 43,5% no número de novas ocorrências.
Embora as fatalidades em decorrência da hanseníase sejam raras, a falta de tratamento pode levar a complicações severas, afetando pele e nervos e resultando em incapacidades físicas. A campanha Janeiro Roxo destaca a importância de reconhecer os sintomas da doença e compreender suas formas de transmissão.
A transmissão da hanseníase ocorre através da eliminação da bactéria por meio do espirro, tosse ou fala. No entanto, conforme informações do Ministério da Saúde, é necessário que haja um contato próximo e prolongado entre uma pessoa saudável e um portador da doença. A médica Elda Motta, representante da Secretaria Municipal de Saúde, ressalta que em Campinas esse tipo de contato costuma ocorrer dentro do ambiente familiar ou em locais onde pessoas vivem juntas por longos períodos, como abrigos e alojamentos.
Os sintomas da hanseníase podem levar anos para se manifestar. Elda Motta alerta que muitas vezes o contato inicial pode ter ocorrido há muitos anos e, quando os sintomas aparecem, o indivíduo já pode ter deixado a região endêmica.
O reconhecimento precoce dos sintomas é crucial para evitar novas infecções. Os sinais incluem fraqueza nos membros, formigamento e manchas na pele, que podem ser confundidos com outras condições. Para diagnóstico, é necessário consultar um médico que realizará uma avaliação física geral, dermatológica e neurológica.
O tratamento da hanseníase está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode durar entre seis meses a um ano. Importante destacar que a transmissão é interrompida logo nas primeiras semanas de tratamento, tornando essencial a busca por ajuda ao perceber os sintomas. Elda Motta enfatiza que não há necessidade de medo excessivo em relação à transmissão no cotidiano.
Os principais sinais e sintomas associados à hanseníase incluem:
- Manchas na pele em diferentes tonalidades;
- Diminuição da sensibilidade às temperaturas, dor ou tato;
- Comprometimento dos nervos periféricos;
- Sensação de formigamento nas extremidades;
- Diminuição da força muscular nas mãos e pés;
- Caroços avermelhados e dolorosos em alguns casos.
A promoção da saúde e o esclarecimento sobre a hanseníase são fundamentais para reduzir estigmas e garantir que mais pessoas procurem atendimento médico ao apresentarem os sintomas.