Janeiro Branco em Jundiaí foca na saúde mental dos jovens

Iniciativa com aprendizes da ESPRO debate identidade, bem-estar e combate a microviolências no ambiente social.

Crédito: Divulgação/PMJ

As ações estratégicas do Janeiro Branco movimentaram a Prefeitura de Jundiaí nesta semana, com foco total na saúde mental da juventude. Por meio de uma articulação entre as Assessorias de Políticas para a Juventude, Igualdade Racial e LGBT, o município realizou um ciclo de rodas de conversa com jovens aprendizes da ESPRO Jundiaí.

O objetivo central foi transformar o mês de conscientização em prática, criando espaços seguros para o diálogo. Sob o tema “Falar Faz Bem: juventudes, identidades e saúde emocional”, os encontros abordaram questões cruciais para o desenvolvimento social e psíquico dos adolescentes.

Os principais tópicos discutidos incluíram:

  • Construção de identidade e pertencimento.
  • Práticas de autocuidado no cotidiano.
  • Impactos emocionais das experiências escolares e familiares.
  • Desafios no ambiente profissional.

O impacto do Janeiro Branco na conscientização juvenil

Divulgação PMJ

A metodologia aplicada durante as atividades do Janeiro Branco priorizou a troca de vivências. Para engajar os participantes, os organizadores utilizaram o “Bingo das Microviolências”. Essa dinâmica educativa serviu para identificar situações preconceituosas muitas vezes disfarçadas de brincadeiras.

Ao reconhecerem essas práticas, os jovens puderam refletir sobre limites, respeito e convivência. A iniciativa reforça que a saúde emocional é um pilar da cidadania. Andrea de São Pedro Pereira, assessora de Políticas para a Igualdade Racial, comentou a eficácia da abordagem:

“Muitos jovens vivenciam microviolências diariamente e nem sempre conseguem nomear essas situações. Quando passam a compreender o que está acontecendo, conseguem se posicionar, pedir respeito e se proteger melhor.”

Para que a campanha do Janeiro Branco tenha efeitos duradouros, a criação de ambientes acolhedores é indispensável. Lucas Anzolin, assessor de Políticas para LGBT, reforçou essa necessidade durante os debates.

“O cuidado com a saúde emocional passa, necessariamente, pela construção de espaços de respeito, onde todos possam falar e ser ouvidos sem julgamentos.”

Fortalecimento de políticas públicas

A parceria com a ESPRO foi fundamental para o sucesso das rodas de conversa. A ação conjunta demonstra que o poder público deve atuar próximo à realidade vivida pelas novas gerações. Segundo Letícia Atique Branco, assessora de Políticas para a Juventude, a informação isolada não basta.

“A saúde emocional não se fortalece apenas com campanhas informativas, mas com espaços de diálogo, pertencimento e reconhecimento. Quando os jovens percebem que podem falar, perguntar e ser escutados, o cuidado ganha uma dimensão coletiva.”

O Núcleo de Articulação de Direitos Humanos reafirmou que ações integradas geram resultados mais expressivos na defesa da juventude. O compromisso do município segue voltado para a ampliação da escuta qualificada e da participação social ativa, pilares essenciais defendidos pelo Janeiro Branco.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 27/01/2026
  • Fonte: Fever