Itaú Cultural fecha programação teatral de 2018 com espetáculo inédito
Inspirado no disco Cabeça Dinossauro, dos Titãs o coletivo carioca Complexo Duplo parte das comemorações dos 30 anos de lançamento de um dos álbuns clássicos do rock brasileiro
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/12/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Nos dias 15 e 16 de dezembro (sábado e domingo), o Itaú Cultural recebe o coletivo teatral Complexo Duplo com o espetáculo Cabeça (um documentário cênico), inédito em São Paulo. Com dramaturgia e direção de Felipe Vidal, a peça dialoga com os 30 anos de lançamento do álbum Cabeça Dinossauro – comemorados em 2016 –, dos Titãs, e, assim como na formação original da banda paulistana, levam ao palco oito atores homens para um mergulho nas memórias e no legado dos anos 1980 e do rock nacional. O espetáculo fecha a programação teatral de 2018 no Itaú Cultural.
O Brasil do ano de 1986 é pano de fundo do espetáculo, que aborda temas daquele período, como a recém-saída da fase da ditadura militar, traz uma perspectiva de turbulentos momentos políticos recentes, destacando a atualidade de algumas discussões. Esses fatos históricos são levados ao palco juntamente com memórias e experiências do elenco formado pelos atores Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo?Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira e Sergio Medeiros, que viveram sua adolescência naquele período, descobrindo o mundo através da lente do?rock nacional.
Em uma analogia ao disco de vinil, a peça é dividida em duas partes – separadas por um intervalo – nas quais são executadas, ao vivo, todas as canções do disco Cabeça Dinossauro, na mesma sequência do álbum, servindo como uma espinha dorsal do espetáculo. Da mesma forma que no disco dos Titãs, a montagem traz um posicionamento político em relação a algumas questões: o Estado (temática central das músicas Polícia e Estado Violência), religião (na faixa Igreja), capital (em Dívidas e Homem Primata) e a família tradicional (em Família).
O espetáculo Cabeça (um documentário cênico) já foi assistido por mais de 15 mil pessoas, em seis temporadas realizadas no Rio de Janeiro, cidade sede do Complexo Duplo, além de já ter circulado pelo interior do estado e passado por Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Na 29ª edição do Prêmio Shell RJ, venceu na categoria Melhor Música e recebeu a indicação de Melhor Autor. Foi, ainda, vencedor do 6º Prêmio Questão de Crítica e indicado ao Prêmios APTR RJ, nas categorias Melhor Autor e Melhor Música, e ao Cesgranrio nas categorias Melhor Texto e Melhor Direção Musical.
SOBRE DIRETOR E GRUPO
Felipe Vidal é diretor de teatro, ator, dramaturgo e tradutor. Aluno da primeira turma do curso de Direção Teatral da UFRJ (1994), foi um dos fundadores da Associação de Grupos e Companhias do Rio de Janeiro – 2003 / 2004. Entre os seus trabalhos mais recentes, estão peças de grande relevância na dramaturgia contemporânea: Rock’n’Roll (2009), de Tom Stoppard, e Tentativas contra a vida dela, de Martin Crimp, que marca o início das atividades do Complexo Duplo, são alguns exemplos. Em 2011 e 2012, atuou como diretor artístico do Teatro Gláucio Gill, em parceria com Daniele Avila Small, na Ocupação Complexo Duplo, projeto indicado aos Prêmios Shell e APTR na categoria especial.
Complexo Duplo é um núcleo de trabalho continuado que tem realizado espetáculos de teatro e ações formativas no Rio de Janeiro desde 2010. Em 2011 e 2012, se consolidou com a ocupação do Teatro Gláucio Gill, sendo indicado ao Prêmio Shell e ao Prêmio APTR, ambos na categoria especial, por esse projeto. Desde então, tem estreado peças e apresentado seu repertório em diferentes teatros cariocas e de outras cidades do Brasil. Entre os mais recentes, estão Cabeça (um documentário cênico), de 2016, dirigido por Felipe Vidal, Há mais futuro que passado (2017), por Daniele Avila Small, e o mais recente Catarse (uma para-ópera), de 2018, também dirigido por Felipe Vidal.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direção: Felipe Vidal
Elenco: Felipe Antello, Felipe Vidal, Guilherme Miranda, Gui Stutz, Leonardo?Corajo, Lucas Gouvêa, Luciano Moreira e Sergio Medeiros.
Diretor assistente: Rafael Sieg
Direção musical: Luciano Moreira e Felipe Vidal
Direção de movimento: Denise Stutz
Iluminação: Tomás Ribas
Figurinos: Flavio Souza
Cenografia: Felipe Vidal
Videografismo e programação visual: Eduardo Souza (PAVÊ)
Interlocução dramatúrgica: Daniele Avila Small
Assistência de direção: Tainá Nogueira
Desenho de som: Branco Ferreira
Direção de produção: Luísa Barros
Produção executiva: Alice Stepansky e Thaís Pinheiro
Realização: Complexo Duplo
Idealização do projeto: Felipe Vidal
SERVIÇO
Cabeça (um documentário cênico)
Dia 15 de dezembro (sábado), às 20h
Dia 16 de dezembro (domingo), às 19h
Duração: 110 minutos (com intervalo de 10 minutos)
Classificação Indicativa: 16 anos
Sala Itaú Cultural (224 lugares)
Com interpretação em Libras
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência
Ar condicionado