Israel prepara ofensiva final em Gaza com foco em redutos do Hamas
Netanyahu enfatizou que o controle da cidade de Gaza não implicará em ocupação permanente, mas em uma transição para uma autoridade civil local.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (10) que uma nova ofensiva militar em Gaza será iniciada “muito em breve”, com o objetivo de desmantelar os últimos bastiões do Hamas na cidade de Gaza e nos campos de refugiados da costa central.
Segundo Netanyahu, a operação visa “libertar Gaza do Hamas”, sem intenção de ocupar permanentemente o território. Ele afirmou que a criação de “zonas de segurança” para abrigar civis será uma prioridade antes do início das ações militares.
Objetivos estratégicos e plano de ação
A ofensiva, que segue um plano de cinco pontos aprovado pelo gabinete de segurança israelense, busca desarmar o Hamas, libertar reféns, desmilitarizar Gaza e estabelecer uma administração civil não controlada por israelenses.
Netanyahu enfatizou que o controle da cidade de Gaza não implicará em ocupação permanente, mas em uma transição para uma autoridade civil local.
Reações internacionais e preocupações humanitárias
A comunidade internacional expressou sérias preocupações sobre o impacto humanitário da ofensiva.
Países europeus membros do Conselho de Segurança da ONU, como Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovênia, alertaram que a expansão das operações militares pode intensificar a crise humanitária em Gaza, onde a fome e a desnutrição já causaram a morte de 217 pessoas, incluindo 100 crianças.
Desafios internos e oposição política
Dentro de Israel, a estratégia também enfrenta resistência. Líderes militares, como o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, expressaram preocupações sobre os riscos de uma ocupação prolongada e os perigos para os reféns ainda em poder do Hamas. Além disso, protestos em massa em Tel Aviv exigem negociações para a libertação dos reféns e um cessar-fogo imediato.
A ofensiva em Gaza marca uma nova fase no conflito que já dura quase dois anos, desde os ataques do Hamas a Israel em outubro de 2023, que resultaram na morte de 1.200 israelenses e no sequestro de 251 reféns. Desde então, mais de 61.000 palestinos morreram em operações militares israelenses.