Conflito entre Israel e Irã entra no terceiro dia com ataque mortal e novas ofensivas em Teerã

Mísseis iranianos causam mortes e deixam centenas de feridos em Israel

Crédito: Irna

O confronto entre Israel e Irã entrou neste domingo (15) no seu terceiro dia de intensificação, com o maior número de vítimas registrado em território israelense desde o início da escalada militar.

Pelo menos 11 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas após dois ataques de mísseis balísticos lançados pelo Irã durante a madrugada.

Entre os locais atingidos, destaca-se a cidade de Bat Yam, próxima a Tel Aviv, onde um prédio residencial foi diretamente impactado. A tragédia vitimou sete civis, incluindo duas crianças, segundo informações da Magen David Adom, equivalente à Cruz Vermelha em Israel.

Em Tamra, ao norte do país, quatro mulheres de uma mesma família árabe morreram após outro projétil atingir a residência.

Israel amplia ofensiva e atinge Ministério da Defesa iraniano

Em resposta aos ataques, as Forças de Defesa de Israel ampliaram sua ofensiva em solo iraniano. Entre os alvos atingidos estão o prédio do Ministério da Defesa do Irã, na capital Teerã, e um depósito de petróleo nas proximidades.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o país continuará focando em infraestrutura militar e no programa nuclear iraniano.

“Vamos continuar a arrancar a pele da cobra iraniana, mirando capacidades nucleares e sistemas de armamentos”, declarou Katz em nota oficial.

O objetivo de Israel, segundo analistas, é não apenas enfraquecer o programa nuclear iraniano, mas também limitar a capacidade militar de Teerã.

Estima-se que o Irã possua entre 2.000 e 3.000 mísseis terra-terra, o que indica que a campanha militar poderá se prolongar.

Crescem rumores sobre possível intervenção dos Estados Unidos

O envolvimento dos Estados Unidos no conflito começa a ser especulado com mais intensidade.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado que só haverá ação direta se o Irã atacar forças americanas na região, fontes como o site Axios e a rede NBC apontam que Israel já solicitou apoio militar a Washington.

Entre as alternativas estudadas estaria o uso de bombas de penetração profunda, conhecidas como MOP (Penetrador de Munição Maciça), armamento que apenas os Estados Unidos possuem.

A possibilidade de um ataque aéreo com bombardeiros B-2, partindo de bases americanas no Oriente Médio ou até da remota ilha de Diego Garcia, também foi cogitada.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou: “Irã e Israel devem fazer um acordo, e farão um acordo, e nós teremos paz logo entre Israel e Irã”, sem detalhar como essa negociação ocorreria.

Riscos de escalada regional aumentam com ameaça ao Estreito de Hormuz

Além dos ataques diretos, o Irã ameaçou fechar o estratégico Estreito de Hormuz, por onde transita cerca de 30% do petróleo mundial e 20% do gás liquefeito. Uma medida desse tipo poderia gerar um impacto global nos preços de energia e arrastar outros países do Golfo Pérsico para o conflito.

Nações como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que possuem histórico de tensões com o Irã, acompanham a situação com cautela.

O Qatar, por sua vez, é visto como um possível mediador devido à sua relação diplomática mais aberta com Teerã.

A continuidade da guerra preocupa analistas internacionais, que apontam para o risco de uma escalada com participação de potências como Estados Unidos, Rússia e China, agravando ainda mais a instabilidade no Oriente Médio.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 15/06/2025
  • Fonte: Sorria!,