Israel intensifica ataques em Gaza, com 58 mortos
Hamas clama por medidas urgentes em meio a crise humanitária e desrespeito ao cessar-fogo
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 20/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Nesta quinta-feira (20), o Exército de Israel lançou uma nova ofensiva aérea contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza, resultando em ataques que atingiram diversas estruturas civis e deixaram, segundo informações do Ministério da Saúde palestino, ao menos 58 pessoas mortas.
Esse ataque representa uma continuidade das hostilidades que se intensificaram após o colapso do cessar-fogo, que ocorreu na segunda-feira (17). O governo israelense justificou as ações como uma resposta à recusa do Hamas em libertar reféns capturados em outubro de 2023, um conflito que já causou a morte de 413 palestinos, incluindo mulheres e crianças.
Além dos bombardeios aéreos, Israel também reativou suas operações terrestres nas regiões central e sul de Gaza. Essa escalada provocou um êxodo significativo de civis palestinos, que estão buscando fugir das hostilidades.
Em uma declaração oficial, o Hamas denunciou os ataques israelenses como uma “violação grave” do cessar-fogo. Os líderes do grupo militante exigiram que os mediadores da trégua tomassem medidas apropriadas, alertando que a decisão de Israel em retomar as hostilidades poderia resultar em uma “sentença de morte” para os reféns ainda detidos em Gaza.
O cessar-fogo entre Israel e Hamas havia sido estabelecido em 19 de janeiro e era estruturado em três fases, incluindo um acordo para a suspensão total das hostilidades, aumento da assistência humanitária à Gaza e um plano para a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. Contudo, a primeira fase do acordo chegou ao fim em 1º de março sem que um consenso fosse alcançado sobre a transição para a segunda fase. As negociações foram complicadas por sugestões dos Estados Unidos e Israel para modificar os termos do acordo visando liberar mais reféns, uma proposta considerada “inaceitável” pelo Hamas.
A falta de progresso nas conversações gerou descontentamento em Israel, levando o governo a suspender a entrada de ajuda humanitária na região. Com o reinício das ofensivas militares, o governo israelense parece determinado a pressionar o Hamas pela entrega dos reféns, ação essa que, segundo autoridades israelenses, conta com o respaldo dos Estados Unidos.