Israel aumenta expansão no Líbano após ordem de Netanyahu

A ofensiva de Israel entra em uma fase crítica no sul do Líbano. Tropas expandem o domínio territorial e elevam a tensão bélica com o Irã.

Crédito: RS/FotosPúblicas

Benjamin Netanyahu mandou expandir a ofensiva de Israel no território libanês neste domingo (29 de março). O primeiro-ministro instruiu as forças armadas a ampliarem a atual zona de segurança militarizada para alterar a dinâmica de poder na fronteira norte. A decisão injeta combustível em um barril de pólvora regional. Confrontos diários ameaçam deflagrar uma guerra total pelo controle do Oriente Médio.

Ofensiva de Israel acelera destruição no Líbano

Forças de ocupação invadiram o país vizinho no dia 16 de março. A operação militar contra o Hezbollah forçou 1 milhão de civis a abandonarem suas casas às pressas. O exército israelense adotou uma dura política de isolamento geográfico. Militares implodiram cinco pontes vitais sobre o rio Litani, cortando uma faixa de 30 quilômetros do restante do Líbano.

Israel Katz, ministro da Defesa, assumiu publicamente a estratégia de ocupação continuada. O governo de Tel Aviv planeja dominar integralmente as rotas remanescentes.

“As Forças de Defesa de Israel controlarão as rotas restantes na zona de segurança até o Litani.”

Beirute denunciou a manobra agressiva. Autoridades libanesas acusam os israelenses de forjarem uma zona-tampão ilegal. A ação desrespeita diretamente a resolução da ONU de 2006, que usa o rio Litani como marco geográfico para o distanciamento de tropas hostis.

Irã prepara retaliação aos Estados Unidos

O tabuleiro geopolítico sofre abalos sísmicos. O Irã acusa os Estados Unidos de ensaiarem uma invasão terrestre mascarada por discursos pacifistas na imprensa internacional.

Mohammad Baqer Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, subiu o tom contra o eixo ocidental e descartou qualquer acordo compulsório.

“Enquanto os norte-americanos exigirem a rendição do Irã, nossa resposta é que jamais aceitaremos a humilhação.”

A escalada arrasta novos atores para o front. Houthis do Iêmen dispararam foguetes contra o Estado judeu pela primeira vez no sábado (28). O risco para a economia global atinge níveis dramáticos com o bloqueio do Estreito de Ormuz. Esta passagem estrangulada concentra 20% do trânsito mundial de petróleo e gás natural.

Manobras da máquina de guerra americana

O Pentágono avança rápido. Militares americanos desembarcaram milhares de fuzileiros navais a bordo de um navio de assalto anfíbio na última sexta-feira (27).

  • A embarcação opera como base flutuante para invasões navais de alta complexidade.
  • Veículos blindados e aeronaves partem diretamente do mar para as praias inimigas.
  • A tática viabiliza operações terrestres em grande escala na costa do Oriente Médio.

O presidente Donald Trump avalia autorizar a entrada de forças especiais em solo iraniano. Marco Rubio, secretário de Estado, reconhece que a Casa Branca pode atingir seus alvos sem pisar no país, mas defende o envio de soldados para multiplicar o poder de dissuasão.

Diplomacia tenta conter o fogo cruzado

Islamabad virou a capital da negociação emergencial. O Paquistão tenta costurar um cessar-fogo provisório entre Washington e Teerã, mediando reuniões entre líderes da Turquia, Egito e Arábia Saudita.

A pauta prioritária foca o desbloqueio marítimo global. Líderes analisam criar um consórcio internacional tarifado, similar ao modelo do Canal de Suez, para destravar o fluxo de energia no Golfo Pérsico. O regime iraniano recusou o plano americano inicial de 15 pontos, que exigia a paralisação abrupta do seu programa nuclear.

Enquanto diplomatas debatem, os bombardeios continuam. A intensificação contínua da ofensiva de Israel gerou reflexos letais no Kuwait, onde dez militares aliados ficaram feridos após bombardeios direcionados a uma base militar conjunta.

No front empresarial, mísseis atingiram a unidade agrícola da Adama, do Syngenta Group, no sul israelense. Em resposta imediata, caças bombardearam depósitos de armamentos na capital do Irã e eliminaram três jornalistas e um soldado durante ataques no Líbano.

O ultimato econômico e o fim do tempo

O mundo assiste à asfixia das artérias comerciais. Especialistas em segurança logística alertam que o desvio de frotas para o Mar Vermelho não protege os navios contra a precisão dos mísseis houthis. Donald Trump estipulou um prazo de apenas dez dias para destruir as instalações petrolíferas iranianas se o tráfego naval não for restaurado. O relógio corre. A cada fracasso nas mesas de diálogo diplomático, a ofensiva de Israel redesenha agressivamente o mapa da guerra e da devastação na região.

  • Publicado: 29/03/2026 14:15
  • Alterado: 29/03/2026 14:15
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria