Investimentos em saneamento de SP chegam a R$ 7,5 bilhões
Balanço aponta volume financeiro recorde para o setor no semestre, com expansão de rede e acesso à tarifa social para seis milhões.
- Publicado: 14/08/2026 09:40
- Alterado: 14/08/2026 09:40
- Autor: Thiago Antunes
A Sabesp aplicou R$ 7,5 bilhões no primeiro semestre deste ano para expandir a infraestrutura de saneamento em território paulista. O balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira (12) engloba os meses de janeiro a julho e supera o montante total registrado ao longo de 2024 inteiro.
Os recursos buscam acelerar a universalização dos serviços básicos na região. O valor acumulado até julho representa um crescimento de 15,6% em relação a 2025 e atinge um patamar histórico para o período, impulsionando intervenções estruturais.
Avanço de obras de saneamento e tratamento de esgoto
Somente no segundo trimestre, a companhia direcionou R$ 3,7 bilhões para novos projetos de saneamento. Duas entregas de infraestrutura ganharam destaque no relatório oficial de engenharia do estado.
As estações de tratamento de Caieiras, que recebeu investimento de R$ 94 milhões, e de Água Vermelha, em Franco da Rocha, com R$ 74 milhões, entraram em operação. As duas unidades aumentaram a capacidade de processamento local em 200 litros por segundo.
A diretriz governamental vincula o volume de aportes à nova modelagem administrativa da empresa. “Os resultados demonstram o sucesso da desestatização da Sabesp, que está garantindo mais eficiência na prestação dos serviços e celeridade nos investimentos”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende.
Expansão da rede e metas contratuais
O planejamento financeiro de longo prazo prevê a injeção de R$ 260 bilhões no setor de saneamento até o ano de 2060. Desse total, o cronograma estabelece que R$ 70 bilhões sejam aplicados até 2029 para antecipar a universalização exigida pelo marco nacional.
Os indicadores apontam que cerca de 634 mil pessoas passaram a contar com abastecimento de água nos primeiros sete meses do ano. No mesmo período, aproximadamente 623 mil paulistas passaram a ter coleta de esgoto, cumprindo etapas dos novos contratos.
Tarifa social e redução na captação hídrica
As melhorias físicas nos municípios caminham junto com subsídios para famílias de baixa renda. A expansão das tarifas Social e Vulnerável atingiu uma nova e expressiva fatia da população na metade do ano.
Os registros mostram que 1,975 milhão de famílias tinham acesso a alguma modalidade de tarifa reduzida em junho, o que equivale a cerca de seis milhões de pessoas. O formato assegura um desconto médio de 66% na conta regular.
Gestão noturna e preservação ambiental
A eficiência hídrica formou outra base do relatório operacional ligado ao saneamento ambiental. O cenário de chuvas abaixo da média climática exigiu adaptações técnicas na distribuição diária das bacias.
A estatal captou 779 bilhões de litros de água no segundo trimestre, volume inferior aos 814 bilhões registrados no mesmo recorte de 2025. A queda reflete o programa de Gestão de Demanda Noturna (GDN), focado em diminuir a pressão das redes durante a madrugada.
Essa redução de pressão nas tubulações evita vazamentos invisíveis e poupa os mananciais paulistas sem prejudicar a chegada de água nas residências. O modelo integra os próximos passos da concessão para garantir o saneamento constante a toda a população do estado.