Investimento em saneamento reduz poluição de rios da Grande SP em até 55%
Obras estruturais e aumento de repasses ampliam a rede de coleta na Região Metropolitana e barram despejo diário de esgoto na natureza.
- Publicado: 14/06/2026 16:44
- Alterado: 14/06/2026 16:45
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo do Estado registrou uma queda de até 55% na poluição de mananciais da Região Metropolitana após o aumento das obras de saneamento em São Paulo. A expansão da rede de coleta e tratamento, acelerada pela desestatização da Sabesp em 2024, impede o despejo diário de 10 bilhões de litros de esgoto in natura nos rios Tietê e Pinheiros.
O volume de esgoto adequadamente processado todos os dias equivale a 4 mil piscinas olímpicas de dejetos retirados do meio ambiente. A expansão do serviço alcançou 3 milhões de residências paulistas. A injeção de capital no setor subiu 120%, saltando de R$ 6,9 bilhões para mais de R$ 15 bilhões em dois anos.
Avanços do saneamento em São Paulo mudam balanço hídrico
Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) revelam a retração da matéria orgânica no rio Pinheiros. O ponto de monitoramento da Barragem de Pedreira apresentou a maior queda de poluição, marcando 55%. A Ponte do Socorro e a Usina São Paulo registraram recuos de 29% e 26%, respectivamente.
A calha central do rio Tietê diminuiu a carga de poluição transportada em 46 toneladas diárias. O peso dos dejetos caiu de 219 toneladas para 173 toneladas por dia. Sete em cada dez quilômetros quadrados avaliados nos afluentes paulistas indicam evolução positiva e recuperação da qualidade da água.
As intervenções integram o projeto Integra Tietê, focado na execução de 42 conjuntos de obras lineares na capital paulista e cidades vizinhas. O programa viabiliza novas tubulações, estações de bombeamento e ampliação do tratamento. O aporte intensivo no saneamento em São Paulo sustenta o plano de recuperar 1.100 quilômetros de rios.
“Isso não é mágica, é investimento, é obra. O saneamento é dignidade, causa um grande impacto na vida das pessoas, então é importante a gente ressaltar todo o trabalho que fizemos com a desestatização”, disse a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
Novas estações e expansão do esgotamento sanitário
A gestão pública concluiu a construção de 16 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e de 800 quilômetros de redes coletoras desde o início do novo modelo de concessão. A estrutura atualizada atende 3,8 milhões de habitantes. O cronograma prevê a ampliação de outras seis estações, elevando a capacidade instalada em até 75%.
O plano Na Rota da Água monitora 1.100 frentes de trabalho ativas nos municípios contemplados pelo contrato de concessão revisado. Cidades como Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu já operam os novos sistemas de coleta.
O governo finalizou duas novas unidades de tratamento em Caieiras e Franco da Rocha, junto ao sistema expandido de Francisco Morato. O pacote de R$ 168 milhões assegura o serviço para 127 mil moradores, garantindo a eficácia das metas ambientais do saneamento em São Paulo.