Investimento em saneamento atinge meta em São Bernardo e 9 cidades

São Bernardo do Campo integra o seleto grupo de apenas dez municípios do país que investem o valor ideal por habitante em infraestrutura.

Crédito: PSAN

O investimento em saneamento coloca São Bernardo do Campo na elite da infraestrutura nacional. O Instituto Trata Brasil divulgou o Ranking do Saneamento 2026 e revelou um abismo estrutural no país. Apenas dez das cem maiores cidades brasileiras batem a meta de aportes por habitante.

A administração pública e as concessionárias investiram uma média nacional de R$ 135,89 por pessoa neste ano. O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) estipula a faixa de R$ 225 per capita como o piso necessário para universalizar a água tratada e a coleta de esgoto.

A realidade financeira paralisa a expansão das redes na maior parte do território. Cinquenta e um municípios operam com menos de R$ 100 anuais por cidadão. Esse déficit prolonga o sofrimento das periferias com doenças e contaminações crônicas.

Investimento em saneamento liderado pelo Sudeste

O cenário muda drasticamente na região do ABC Paulista. São Bernardo do Campo injeta R$ 233,65 por habitante e supera a recomendação do governo federal. A cidade integra um bloco isolado de excelência dominado pelo Sudeste, que concentra seis das dez posições de liderança.

O litoral paulista puxa a fila do desenvolvimento hídrico. Praia Grande registra o maior repasse do Brasil com expressivos R$ 572,87 per capita. Guarujá também compõe a hegemonia de São Paulo no controle sanitário.

Cidades que cumprem o repasse federal

O levantamento expõe as prefeituras que tratam as tubulações subterrâneas como prioridade absoluta no orçamento.

  • Praia Grande (SP) – R$ 572,87
  • Aparecida de Goiânia (GO) – R$ 387,87
  • Cuiabá (MT) – R$ 349,98
  • Vila Velha (ES) – R$ 326,33
  • Nova Iguaçu (RJ) – R$ 323,40
  • Canoas (RS) – R$ 305,65
  • Guarujá (SP) – R$ 280,42
  • Montes Claros (MG) – R$ 239,30
  • Joinville (SC) – R$ 235,86
  • São Bernardo do Campo (SP) – R$ 233,65

Cada real canalizado para o tratamento de efluentes esvazia leitos de hospitais e atrai novos polos empresariais.

Obras de esgotamento sanitário transformam a matriz econômica regional. Vias livres de valões a céu aberto valorizam os imóveis e alavancam a produtividade da força de trabalho local. O ABC Paulista ganha vantagem competitiva ao resolver gargalos do século passado.

Manter o ritmo de repasses exige rigor fiscal dos prefeitos. A garantia do investimento em saneamento blindará as próximas gerações contra crises hídricas e consolidará o crescimento sustentável das metrópoles brasileiras.

  • Publicado: 08/04/2026 10:45
  • Alterado: 08/04/2026 10:46
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Instituto Trata Brasil