Investigação sobre suposta manipulação nas eleições de 2016 é iniciada nos EUA
Investigação do governo dos EUA examina alegações de fraude na interferência russa nas eleições de 2016; Trump celebra notícia como "ótima".
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 05/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A Secretária de Justiça dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou o início de uma investigação para investigar alegações de que membros do governo do ex-presidente Barack Obama teriam criado informações fraudulentas sobre a interferência russa nas eleições de 2016, na qual Donald Trump derrotou Hillary Clinton e assumiu a presidência pela primeira vez.
Recentemente, o Departamento de Justiça revelou a formação de uma força-tarefa dedicada a examinar as alegações feitas pela diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que denuncia a “suposta instrumentalização da comunidade de inteligência americana”.
Até o momento, não há definições claras sobre quais indivíduos ou entidades serão investigados. Os resultados da apuração deverão ser submetidos a um grande júri, que terá o papel de decidir sobre a possibilidade de apresentar uma denúncia com base nas evidências coletadas. A localização do grande júri e os promotores designados para o caso também permanecem indefinidos, assim como as acusações específicas que poderão ser levantadas.
Um representante do Departamento de Justiça optou por não comentar as questões relativas ao caso quando questionado pela agência Reuters.
Em sua plataforma Truth Social, Trump comentou sobre a investigação, afirmando: “A VERDADE sempre prevalece. Esta é uma ótima notícia”, utilizando seu estilo característico de letras maiúsculas em suas postagens.
No mês anterior, o ex-presidente republicano acusou Obama de traição, insinuando que o ex-presidente liderou um esforço para falsamente associar Trump à Rússia, com o objetivo de prejudicar sua campanha presidencial em 2016, embora não tenha apresentado provas concretas para respaldar suas afirmações.
Por sua vez, um porta-voz do ex-presidente Obama classificou tais alegações como “bizarras e ridículas”, descrevendo-as como uma tentativa ineficaz de desviar a atenção pública.
A Diretora Gabbard divulgou documentos anteriormente sigilosos e declarou que as informações reveladas em julho demonstram uma “conspiração traiçoeira” perpetrada por altos funcionários da administração Obama para desestabilizar Trump. Essas alegações foram prontamente rebatidas pelos democratas, que as consideraram infundadas e motivadas politicamente.
Uma análise realizada pela comunidade de inteligência dos Estados Unidos, divulgada em janeiro de 2017, concluiu que a Rússia utilizou desinformação através das redes sociais e ações cibernéticas para prejudicar a campanha da candidata Hillary Clinton e favorecer Donald Trump. No entanto, o relatório indicou que o impacto real da interferência russa foi limitado e não apresentou evidências suficientes para sugerir que tal interferência tenha alterado os resultados das eleições. A Rússia nega qualquer envolvimento na manipulação do processo eleitoral americano.