Intoxicação por metanol: SP reforça estoque de antídoto
Secretaria da Saúde reforça que atendimento imediato é essencial após ingestão de bebida adulterada
- Publicado: 19/01/2026
- Alterado: 03/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou que, a partir desta sexta-feira (3), serão disponibilizadas 2 mil novas ampolas de álcool etílico absoluto, essenciais para o tratamento de pacientes afetados por intoxicação por metanol. Este reforço se soma a um estoque pré-existente de 500 unidades, já disponível nos serviços de referência do estado, garantindo assim uma reserva suficiente para atender às demandas assistenciais emergentes.
“As primeiras horas após a ingestão de bebidas alcoólicas contaminadas são cruciais para a sobrevivência dos pacientes. O Estado de São Paulo está preparado com um estoque adequado do antídoto necessário para lidar com casos de intoxicação por metanol”, destacou Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde.
Recentemente, o governo paulista tomou medidas rigorosas ao interditar nove estabelecimentos e apreender mais de mil garrafas de bebidas suspeitas, o que resultou na confirmação de 11 casos de intoxicação por metanol até a última quinta-feira (2), incluindo um óbito.

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A aquisição das novas ampolas foi realizada pela Secretaria e destina-se aos centros de referência estaduais, como o Hospital das Clínicas em Campinas, Ribeirão Preto e na capital paulista. De acordo com uma nota técnica emitida pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do estado, os serviços de saúde devem solicitar as ampolas entrando em contato com os centros de referência e apresentando uma cópia da ficha de notificação do caso relacionado ao consumo de metanol.
Além da disponibilidade do antídoto, a rede estadual também aprimorou sua infraestrutura laboratorial para confirmar a presença do metanol no organismo. O novo protocolo implementado determina que amostras de sangue ou urina coletadas em situações suspeitas sejam analisadas em até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. Esse processo utiliza a cromatografia gasosa, considerada o método padrão ouro para a detecção da substância. A coleta das amostras é realizada nas unidades de saúde, enquanto o Instituto Adolfo Lutz coordena a logística necessária para o transporte das amostras até o laboratório.
O governo paulista mantém um gabinete de crise e promove ações integradas entre as secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça para enfrentar essa situação alarmante.