Interrogatório de Jair Bolsonaro e réus no STF começa na próxima segunda-feira
Durante a sessão, o ministro relator Alexandre de Moraes se encontrará diretamente com Bolsonaro.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 06/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Sérgio Cardoso
O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, na próxima segunda-feira, 9, ao interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus envolvidos em um processo penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Durante a sessão, o ministro relator Alexandre de Moraes se encontrará diretamente com Bolsonaro. O ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, que colaborou com delação premiada, estará sentado ao lado do ex-presidente.
Jair Bolsonaro comenta sobre sua expectativa
Bolsonaro expressou sua expectativa para o evento, afirmando que “valerá a pena” e que não pretende confrontar o ministro. Ele comentou: “O que aconteceu em 2022 será discutido por mim no Supremo, com os cinco ministros à minha frente”. O ex-presidente também incentivou o público a acompanhar o interrogatório, enfatizando sua intenção de não desafiá-los.
Dentre os oito réus, sete comparecerão pessoalmente em Brasília, enquanto o general Walter Braga Netto participará remotamente devido a uma prisão preventiva. A audiência ocorrerá na sala da Primeira Turma do STF, onde a segurança será intensificada.
Na tribuna principal estarão presentes Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e assessores. Ministros da Primeira Turma poderão também estar presentes. Moraes será responsável pela condução da sessão e realizará as perguntas, enquanto Gonet e os advogados dos réus terão a oportunidade de interrogar os acusados.
A disposição dos réus seguirá a ordem alfabética, começando pelo colaborador Mauro Cid. Após sua declaração inicial, todos os demais réus serão ouvidos na sequência estipulada.
Na semana anterior ao interrogatório, testemunhas selecionadas tanto pela defesa quanto pela acusação prestaram depoimentos no STF. Entre elas, o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, confirmou que Bolsonaro lhe apresentou um conjunto de considerações sobre possíveis medidas como estado de defesa e estado de sítio. Durante o depoimento, Moraes questionou a veracidade das declarações do general relacionadas a encontros considerados golpistas.
Além disso, Moraes fez advertências a advogados e testemunhas durante a sessão. Em um momento tenso, ele ameaçou dar voz de prisão ao ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo após este afirmar que não aceitaria censura.