Instituto Soul do Plástico transforma resíduos em inclusão e empreendedorismo social
Idealizado por Rui Katsuno, projeto mostra como a reciclagem do plástico pode gerar renda, aprendizado e novas oportunidades em comunidades
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 15/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O plástico — material frequentemente estigmatizado como vilão ambiental — está sendo ressignificado como ferramenta de desenvolvimento social e geração de renda. Essa é a missão central do Instituto Soul do Plástico, uma organização sem fins lucrativos criada pelo empresário Rui Katsuno. Com mais de 35 anos de experiência no setor, Katsuno percebeu que a reciclagem não deveria ser vista apenas como uma obrigação ambiental, mas sim como um poderoso motor para a dignidade e a inclusão social.

Katsuno, que também atua como influenciador para combater a desinformação sobre o material (citando mitos como “plástico não é reciclável”), utiliza sua expertise para levar o conceito de economia circular para a base da sociedade. Por meio de mutirões de coleta, oficinas de capacitação e programas estruturados em escolas públicas, o Instituto Soul do Plástico já impactou centenas de crianças, jovens e famílias. O objetivo é claro: fazer com que as pessoas enxerguem o valor no que antes era descartado como lixo.
Leia também: Reciclagem cresce no setor industrial e impulsiona economia circular
Escola Recicladora: O Plástico no Centro do Aprendizado
O projeto Escola Recicladora é o carro-chefe do Instituto Soul do Plástico, transformando o ambiente de ensino em um laboratório de sustentabilidade e empreendedorismo. A iniciativa vai muito além da teoria, colocando os alunos diretamente na prática da reciclagem.
O processo é totalmente didático e funcional:
- Coleta e Moagem: Os estudantes são incentivados a coletar resíduos plásticos, como tampinhas. Com o auxílio de um moinho e equipamentos fornecidos por parceiros da indústria, eles aprendem a triturar o material, transformando-o em matéria-prima reutilizável.
- Inovação e Produção: Utilizando uma injetora de cunho educativo, os jovens moldam o plástico moído em novos produtos de valor comercial, como porta-celulares e outros utilitários.
- Sustentabilidade em Microambientes: O processo é realizado em microescala dentro das escolas, utilizando energia limpa e sem consumo de água, mostrando que a economia circular pode ser replicada de forma eficiente em qualquer comunidade.
O projeto não apenas ensina a proteger o meio ambiente, mas também atua na educação empreendedora e financeira. Os alunos recebem aulas sobre desenvolvimento de produtos e estratégias de negócios, compreendendo como transformar as simples tampinhas em fonte de renda. O lucro obtido com a venda dos produtos é administrado pelos próprios estudantes, que o utilizam para investir em conquistas coletivas, como custear a formatura da turma do terceiro ano.
Geração de Renda e Dignidade
A iniciativa do Instituto Soul do Plástico prova que a reciclagem é, fundamentalmente, uma questão de educação e oportunidade. Ao capacitar as futuras gerações, o projeto empodera adolescentes a serem protagonistas de mudanças positivas.
O empresário Rui Katsuno sintetiza o propósito do Instituto: “Nosso propósito é mostrar que o lixo pode ser um ponto de partida para oportunidades reais. Quando capacitamos pessoas a enxergarem valor no que antes não tinha, geramos renda, dignidade e novas possibilidades para o futuro”.
O trabalho do Instituto Soul do Plástico se destaca por integrar os setores público, privado e educacional. Através desta união, o Instituto mostra que a reciclagem pode e deve ser a espinha dorsal de um ciclo de impacto social e ambiental onde a educação, a inovação tecnológica e o empreendedorismo caminham juntos para transformar realidades de comunidades inteiras.