Instituto Claro reúne jovens para discutir Agenda 2030 em SP

Na primeira edição em São Paulo, o projeto Diálogos Transformadores reuniu jovens de diferentes regiões para debater Agenda 2030, cidadania e oportunidades no mercado de trabalho

Crédito: Suzana Rezende / ABCdoABC

A Claro realizou em setembro, em São Paulo, a oitava edição do Diálogos Transformadores, evento que pela primeira vez saiu do Rio de Janeiro para acontecer na capital paulista. A iniciativa, promovida pelo Instituto Claro, tem como objetivo incentivar o protagonismo juvenil e discutir soluções para desafios sociais a partir da perspectiva dos jovens.

De acordo com a organização, 14 instituições parceiras de São Paulo participaram desta edição, que reuniu 50 jovens em oficinas, debates e atividades de capacitação. O foco do encontro foi a Agenda 2030 da ONU, com destaque para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à educação de qualidade (ODS 4) e ao trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8).

Cada geração terá seus desafios, mas a educação é a base para qualquer transformação. O segredo é estudar, se qualificar e não desistir”, afirmou um Flávio Rodrigues, gerente de Responsabilidade Social da Claro.

Agenda 2030 explicada por jovens

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Suzana Rezende / ABCdoABC

Um dos momentos mais marcantes foi a participação de adolescentes e jovens que apresentaram, com suas próprias palavras, os conceitos da Agenda 2030.

A estudante Ana Alícia destacou que a ODS 4 busca garantir “uma educação igualitária e inclusiva para todos, independente da cor, da classe social ou da idade”. Ela reforçou que o direito ao aprendizado deve ser contínuo e disponível ao longo da vida.

Já Renan Bessa, do Capão Redondo, falou sobre a importância do trabalho decente: “É um trabalho que não te esgota, que garante direitos, férias, CLT e dignidade. É um emprego que permite viver e não apenas sobreviver”.

Esses depoimentos mostraram, na prática, como os jovens se apropriaram das discussões propostas pelo Instituto Claro e pela UNICEF sobre a Agenda 2030, parceira da iniciativa.

Experiência imersiva: viagem no tempo para aprender cidadania

Entre as atividades, os jovens participaram de um jogo de RPG educativo, no qual viajaram simbolicamente para diferentes épocas da história do Brasil, como a década de 1920 e o período da ditadura militar. O objetivo era compreender como a falta de direitos impactava a sociedade e como a mobilização social foi essencial para conquistas em educação e trabalho.

A jovem Sarah Aldir, participante da dinâmica, relatou:

“Uma das personagens que encontramos tinha apenas 11 anos e já sofria de tuberculose por trabalhar em uma fábrica. Isso nos fez refletir que, mesmo hoje, muitas famílias ainda enfrentam dilemas sobre tirar ou não os filhos da escola para trabalhar”.

Essas experiências serviram para reforçar a ligação entre passado e presente, mostrando como a luta por direitos ainda é atual e urgente, como diz a Agenda 2030.

Emoção e propósito

O evento também foi marcado por momentos de emoção. Representantes da Claro ressaltaram que a empresa busca atuar com “coração e verdade”, como disse um dos executivos que se emocionou ao falar sobre sua própria trajetória. “Não é fácil, mas o caminho é esse que vocês estão trilhando: acreditar, baixar a cabeça e seguir adiante. Tudo vai dar certo”, disse aos jovens presentes.

A diretora de Desenvolvimento Humano Organizacional, Cultura e Sustentabilidade da Claro e vice-presidente do Instituto Claro, Daniely Gomiero, reforçou a importância do protagonismo juvenil:
“Eu acredito em espaços democráticos de fala e no poder transformador da educação. Os jovens não são apenas o futuro, são o presente, e é para eles que trabalhamos todos os dias”.

Parceria com UNICEF e impacto social

A UNICEF também participou dos Diálogos Transformadores. Mônica Pinto, chefe de Educação da organização no Brasil, destacou a relevância da iniciativa:

“Temos quase 950 mil crianças e adolescentes fora da escola no país e quase 4 milhões de jovens que não estudam na idade adequada. Projetos como este, que colocam os jovens no centro da discussão, são fundamentais para mudar essa realidade”.

Segundo ela, o diferencial dos jovens brasileiros está na criatividade, na capacidade de comunicação e na resiliência diante das dificuldades. “Sonho que se sonha só é só um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade. E os jovens brasileiros têm essa capacidade de sonhar coletivamente”, afirmou.

Inclusão e diversidade no mercado de trabalho

Outro ponto de destaque, além da Agenda 2030, foi a apresentação dos resultados das políticas de diversidade e inclusão da Claro. O vice-presidente de Recursos Humanos, Rodrigo André, revelou que 77% dos 40 mil colaboradores da empresa se enquadram em marcadores de diversidade como gênero, raça, gerações, deficiência e comunidade LGBTQIAPN+.

“A diversidade já é um fato. Mas para a Claro, ela é algo que nos complementa e fortalece. Inclusão é uma escolha, e estamos escolhendo gerar oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Desde 2021, a empresa já contratou mais de 14 mil jovens em situação de vulnerabilidade social em diferentes áreas, indo além dos programas de aprendiz e estágio.

Transformação pessoal e social

Para os jovens, a experiência foi transformadora. Victor Almeida, um dos participantes, afirmou que o evento o ajudou a superar o medo de falar em público. “Eu odiava falar em público, mas estar aqui me deu confiança e me mostrou que posso levar adiante o que aprendi”, disse.

Já Sarah destacou que saiu do evento com reflexões sobre a Agenda 2030 e com a determinação de dar continuidade às ações em sua escola: “Muitas vezes começamos algo e não damos continuidade. Eu quero fazer diferente, quero começar e seguir até o fim”.

Claro reforça compromisso com futuro

Ao final do encontro, o Instituto Claro reforçou que o Diálogos Transformadores seguirá como espaço de aprendizado e inspiração para jovens de diferentes regiões do Brasil com assuntos como a Agenda 2030.

Não existe futuro melhor sem educação de qualidade e sem oportunidades de trabalho decente. Esses jovens são protagonistas da mudança que queremos ver no país”, resumiu Daniely Gomiero.

O evento terminou em clima de celebração, com selfies coletivas e aplausos calorosos, simbolizando a força da juventude como portadora do sol, expressão usada ao longo das atividades para reforçar a ideia de que os jovens são capazes de iluminar caminhos para uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 19/09/2025
  • Fonte: Sorria!,