Insegurança afasta 75% dos clientes do comércio

Estudo aponta que a insegurança faz 75% dos brasileiros desistirem de compras presenciais em lojas e bares

Insegurança afasta 75% dos clientes do comércio

Crédito: iStock

A percepção de insegurança nos centros urbanos tem afetado diretamente o comportamento de consumo no país. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 22.937 ocorrências de roubo em estabelecimentos comerciais em 2025, o que representa uma queda de 18% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo nos indicadores oficiais, o medo de abordagens criminosas ainda dita o ritmo das compras presenciais.

Um levantamento da empresa de monitoramento Verisure revela que a insegurança levou 75% dos consumidores brasileiros a desistir de realizar uma compra presencial ao menos uma vez. Além disso, 33,8% dos entrevistados relataram que a sensação de proteção dentro dos estabelecimentos comerciais diminuiu progressivamente nos últimos anos.

Bares e lojas de rua lideram o índice de vulnerabilidade

A pesquisa mapeou os locais onde a insegurança é mais sentida pela população no cotidiano. Os estabelecimentos localizados na rua lideram o ranking de receio entre os consumidores:

  • Bares: 55,2% das menções
  • Lojas de rua: 55% das citações
  • Postos de combustível: 49%
  • Agências bancárias: 46,4%
  • Lojas de conveniência: 30,8%

O receio reflete vivências diretas da população no comércio. No levantamento, 49,6% das pessoas ouvidas afirmaram já ter presenciado furtos ou roubos em estabelecimentos, enquanto 28% relataram ter sido vítimas diretas de episódios criminosos nesses locais. Outros 15,6% passaram por situações de tentativa de invasão.

Fatores que alimentam a insegurança no consumo

O impacto da insegurança vai além do momento em que o crime ocorre, alterando permanentemente a relação do cliente com a marca ou o ponto comercial.

“Os resultados reforçam como a segurança faz parte da experiência do consumidor, inclusive antes mesmo da hora da compra. Quando uma pessoa deixa de comprar presencialmente por se sentir vulnerável, essa percepção ultrapassa a ocorrência e influencia a forma como ela se relacionará com o local dali para frente”, analisa Rodrigo Monteiro, Diretor de Marketing da Verisure.

Principais falhas apontadas pelos clientes

A ausência de elementos ostensivos de proteção é o fator que mais gera insegurança no público. A falta de vigilantes e seguranças no local foi apontada por 68,8% dos entrevistados como o principal elemento de risco.

O histórico de ocorrências na região surge em segundo lugar, citado por 49,2%, seguido pela movimentação desordenada ou grande circulação nas redondezas (47,4%). O pouco controle de acesso (38,4%), a ausência de câmeras e alarmes visíveis (37%) e a iluminação inadequada (32,4%) completam a lista de fatores que desencadeiam a insegurança no momento da compra.

Gabriel de Jesus

  • Publicado: 02/09/2026 14:28
  • Alterado: 02/09/2026 14:28
  • Autor: Gabriel de Jesus