Inquéritos que investigam Aécio e Bezerra podem deixar o Supremo

Aécio (PSDB) e Bezerra (MDB) estão entre os casos que podem ser remetidos para outras instâncias, após STF restringir o foro privilegiado para deputados federais e senadores

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Uma das investigações contra Aécio Neves no Supremo apura suposta atuação do tucano para maquiar dados da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o mensalão mineiro. Na época dos fatos, Aécio era governador de Minas.

Já a que envolve o senador Fernando Bezerra Coelho investiga se ele estaria envolvido no pagamento de propina de R$ 41,5 milhões das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa, contratadas pela Petrobras para a execução de obras da Refinaria Abreu e Lima (PE). O destino dos recursos seria a campanha à reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco em 2010, quando Bezerra estava no governo estadual.

As defesas dos senadores Aécio Neves e Fernando Bezerra negam envolvimento deles em irregularidades.

Nesta semana, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a alteração do entendimento do Supremo ameaça a manutenção do foro de 48 políticos com mandato – 12 senadores e 36 deputados federais. A maioria das investigações trata de recebimento de propinas e caixa 2 para políticos que tentavam a reeleição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 04/05/2018
  • Fonte: FERVER