Influenciador é preso no Panamá por desvio de R$ 146 milhões via Pix
Prisão é resultado da Operação Dubai, deflagrada na última terça-feira, em São Paulo
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 27/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na última sexta-feira, 26, a detenção do influenciador digital Gabriel Spalone ocorreu no Panamá, enquanto ele tentava fugir da Justiça. A prisão é resultado da Operação Dubai, que teve início na terça-feira anterior e visa desmantelar um esquema fraudulento que desviou mais de R$ 146 milhões do sistema de pagamentos Pix.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, estão sendo realizados os trâmites necessários para que Spalone seja transferido ao Brasil, onde deverá cumprir o mandado de prisão emitido durante as investigações.
A Operação Dubai foi conduzida pela 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil paulista. Gabriel Spalone, de 29 anos, teve sua prisão decretada após o surgimento das evidências contra ele, mas permaneceu foragido até ser capturado no exterior. Ele é o fundador das fintechs Dubai Cash e Next Trading Dubai, empresas que atuam na área de pagamentos e investimentos e que estão no centro das investigações.
Com uma forte presença nas redes sociais, Spalone conta com mais de 800 mil seguidores no Instagram, onde compartilha conteúdos sobre sua rotina profissional e o mercado financeiro. Além de sua residência em São Paulo, em áreas nobres, o influenciador também possui um imóvel em Dubai.
Outros dois suspeitos foram presos durante a operação, e acredita-se que eles tenham obtido cerca de R$ 75 milhões através das fraudes. A defesa de Spalone ainda não se manifestou sobre os eventos e continua disponível para qualquer declaração.
A investigação revelou que o esquema criminoso foi detectado por um banco no dia 26 de fevereiro, quando operações atípicas foram registradas. Entre 4h23 e 9h47 daquele dia, foram realizadas 607 transferências via PIX que totalizaram R$ 146.593.142,28. Essas transações foram realizadas a partir de dez contas vinculadas a uma empresa parceira da fintech responsável por oferecer serviços ilegais relacionados ao “pix indireto”.
O banco afetado conseguiu reverter parte dos prejuízos e recuperou R$ 100 milhões rapidamente; no entanto, as perdas totais ainda impactaram tanto a instituição quanto outras empresas envolvidas.
Os mandados de busca relacionados à operação foram executados em diversos locais em São Paulo, incluindo os bairros Vila Leopoldina, Morumbi, Vila Santo Henrique e Jardim Ampliação.