Inflação do aluguel registra terceiro mês consecutivo de deflação
A última vez que o IGP-M registrou uma sequência de deflações por mais de dois meses seguidos foi entre abril e agosto de 2023
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como a “inflação do aluguel”, encerrou o mês de julho de 2025 com uma deflação de -0,77%. Este é o terceiro mês consecutivo de queda nos preços, marcando também o quarto resultado negativo dos sete meses do ano. Em junho, a retração havia sido ainda mais acentuada, com -1,67%.
A última vez que o IGP-M registrou uma sequência de deflações por mais de dois meses seguidos foi entre abril e agosto de 2023. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador soma 2,96%, o menor patamar desde junho de 2024 (2,45%). Vale lembrar que em março de 2025, o índice chegou a 8,58%, mostrando desde então uma clara trajetória de queda. Em julho do ano passado, o índice havia ficado em 0,61%.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), que coleta preços em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento para o IGP-M de julho foi de 21 de junho a 20 de julho.
Componentes do IGP-M
A FGV calcula o IGP-M a partir de três componentes principais:
- Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): Com o maior peso no cálculo (60% do IGP-M), o IPA mede a inflação no atacado. Em julho, ele registrou uma deflação de 1,29%, impulsionada principalmente pela queda nos preços do café em grão (-22,52%), minério de ferro (-1,86%), milho em grão (-7,54%) e batata-inglesa (-29,63%).
- Índice de Preços ao Consumidor (IPC): Responsável por 30% do indicador, o IPC, que reflete a inflação para o consumidor final, subiu 0,27% em julho. Os itens que mais contribuíram para essa alta foram a conta de luz (2,74%) e as passagens aéreas (6,29%), este último com alta esperada devido à maior procura em meses de férias escolares. Em julho, a conta de energia elétrica manteve a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adiciona R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para custear usinas termelétricas em meio à baixa nos reservatórios.
- Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): Este componente teve uma alta de 0,91% no mês. Dentro do INCC, os materiais, equipamentos e serviços tiveram um aumento de 0,86%, enquanto o custo da mão de obra ficou 0,99% mais alto.
A deflação do IGP-M é uma notícia bem-vinda, especialmente para o mercado imobiliário, já que seu acumulado de 12 meses é frequentemente usado como base para o reajuste anual de contratos de aluguel e também para algumas tarifas públicas e serviços essenciais.