Infecções íntimas no verão: como prevenir e quando se preocupar
Calor, umidade e mudanças de hábitos aumentam a incidência de candidíase, vaginose e infecções urinárias
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 31/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O verão é associado a férias, praia, piscina e mais tempo ao ar livre. No entanto, a estação também marca um aumento significativo nos casos de infecções íntimas, especialmente candidíase, vaginose bacteriana e infecções urinárias. As altas temperaturas, a maior umidade na região genital e as mudanças na rotina contribuem para esse cenário.
Segundo a ginecologista Dra. Camila Martin Massutani, o ambiente quente e úmido cria condições favoráveis para a proliferação de fungos e bactérias. “Permanecer por longos períodos com roupas molhadas, como biquínis e maiôs, favorece o crescimento de microrganismos. Além disso, o suor excessivo e a fricção aumentam o desequilíbrio da flora vaginal, o que pode causar infecções íntimas”, explica.
Diferenças entre as principais infecções
Apesar de frequentemente confundidas, as infecções íntimas têm causas e sintomas distintos. A candidíase, provocada principalmente pelo fungo Candida albicans, costuma causar coceira intensa, vermelhidão, ardor e corrimento esbranquiçado, com aspecto grumoso. Já a vaginose bacteriana está associada ao crescimento excessivo de bactérias e se manifesta, em geral, por corrimento acinzentado e odor forte, especialmente após a relação sexual.
“O tratamento das infecções íntimas varia conforme o tipo de infecção. A automedicação pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico correto ou até agravar o quadro. A avaliação médica é essencial”, alerta a especialista.

Infecções urinárias também aumentam no calor
Durante o verão, os casos de infecção urinária também se tornam mais frequentes. A menor ingestão de líquidos, o uso constante de roupas apertadas e o contato prolongado com trajes de banho molhados são fatores que elevam o risco.
“A hidratação é uma das principais formas de prevenção. Quanto menos a pessoa urina, menor é a eliminação natural de bactérias pela urina, o que facilita o desenvolvimento da cistite”, reforça Dra. Camila.
Como prevenir infecções íntimas no verão
Alguns cuidados simples ajudam a reduzir o risco de infecções durante os dias mais quentes:
- Trocar biquíni ou maiô molhado assim que possível
- Evitar roupas íntimas muito apertadas e dar preferência a tecidos de algodão
- Utilizar sabonetes suaves e evitar duchas vaginais
- Manter boa hidratação ao longo do dia
- Realizar higiene adequada após praia e piscina
- Urinar após a relação sexual
Essas práticas contribuem para preservar o equilíbrio da microbiota vaginal e a saúde íntima mesmo em períodos de calor intenso.
Quando é preciso procurar um médico
A ginecologista alerta que sintomas persistentes não devem ser ignorados. Coceira intensa, dor ou ardor ao urinar, febre, corrimento com odor forte ou sangramento fora do ciclo menstrual exigem avaliação médica.
“Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, mais simples e eficaz tende a ser o tratamento. O desconforto íntimo não deve ser normalizado. Cuidar da saúde genital faz parte do bem-estar feminino durante todo o ano”, conclui.