Indústria petroquímica celebra 48 anos de planta no Grande ABC

Resumo da trajetória da primeira planta de polipropileno da América Latina, que completa quase cinco décadas de operação no ABC paulista.

Crédito: Divulgação: Braskem

A indústria petroquímica opera há 48 anos a unidade de Polipropileno 4 (PP4) da Braskem no Polo Petroquímico do Grande ABC. Inaugurada em 1978 como a primeira planta desse tipo na América Latina, a estrutura celebra seu aniversário neste dia 19 de maio consolidada como a maior unidade da companhia voltada a esse produto no Brasil.

A fábrica possui capacidade anual de fabricação de 450 mil toneladas de polipropileno. O volume atual reflete décadas de investimentos em modernização tecnológica e expansão de capacidade produtiva, distanciando a operação de suas características iniciais de mercado.

Os trabalhadores da unidade acompanharam as principais transições que moldaram a indústria petroquímica nacional. O técnico operacional Gilberto Alves Bonfim, que ingressou no local aos 22 anos, recorda o início do trabalho em uma realidade totalmente analógica.

Inovação tecnológica impulsiona a indústria petroquímica

Quando comecei a trabalhar, era em outra planta, com tecnologia pneumática. Os turnos contavam com mais de 30 pessoas. Foi um grande desafio”, relembra Bonfim. Ele destaca que a transição para sistemas digitais e controles avançados otimizou a rotina operacional.

A mudança mais significativa ocorreu em 2003, com a substituição da antiga tecnologia slurry pelo sistema Spheripol. A alteração eliminou processos menos competitivos e reduziu drasticamente a geração de resíduos industriais na planta.

O avanço técnico reposicionou a unidade dentro da indústria petroquímica, elevando o potencial de escoamento. O responsável por operação industrial, Helcio Correa, participou da implementação e realizou treinamentos em Houston, nos Estados Unidos.

Tivemos a oportunidade de participar de toda a transformação da planta e, posteriormente, de novos projetos de ampliação”, afirma Correa. O ritmo de produção saltou de 15 toneladas por hora para picos de até 55 toneladas por hora.

Sustentabilidade e cultura colaborativa no ABC

A planta também se adaptou às exigências socioambientais modernas. A estrutura utiliza água de reuso industrial fornecida pelo Aquapolo, além de manter sistemas internos para o reaproveitamento de efluentes líquidos gerados no processo.

A evolução operacional transformou as relações diárias de trabalho no ecossistema da indústria petroquímica. Gestores apontam que o ambiente atual prioriza a integração e o respeito mútuo entre funcionários diretos e prestadores de serviços.

O sucesso da PP4 é resultado direto do engajamento das nossas pessoas”, declara o gerente industrial Maurício Luis Britto. O comprometimento coletivo assegura a longevidade e a segurança das operações na indústria petroquímica.

  • Publicado: 19/05/2026 12:36
  • Alterado: 19/05/2026 12:36
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Braskem