Indústria do turismo exige transparência com consumidor

Palestra sobre a qualidade da informação é apresentada durante o Fórum Panrotas 2013

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Informação clara para o consumidor é a principal ferramenta
para reduzir a enxurrada de ações judiciais contra prestadores de serviços da
indústria brasileira de turismo; A afirmação foi feita pelo desembargador
Cláudio dellOrto, presidente da Amaerj, durante o Fórum Panrotas 2013

O presidente da Amaerj, Associação dos Magistrados do Estado
do Rio de Janeiro, Cláudio dell’Orto, acredita que falta transparência na
relação entre agentes de turismo e o consumidor. “O turismo é uma atividade
complexa, envolve fornecedores de diferentes segmentos como agências de
viagens, hotéis e companhias aéreas e, exatamente por isso, a informação
torna-se essencial”, afirma Dell’Orto. “É importante informar ao máximo o
cliente sobre o produto ou serviço que ele está comprando, com dados detalhados
e corretos. Posturas como essa diminuem problemas futuros.”

Outra medida importante comentada ontem pelo presidente da
Amaerj durante o painel Responsabilidade Civil – Direitos e Deveres na Venda de
Produtos e Serviços de Viagens, do Fórum Panrotas 2013, seria criar ou tornar
mais eficientes os mecanismos de interação com o cliente visando antecipar ou
resolver rapidamente as possíveis queixas. “Ao atuar na conciliação com os
clientes para que os casos sejam resolvidos e encerrados na própria empresa
evita-se que as questões sejam levadas diretamente ao Judiciário, o que reduz o
número de ações e processos.” Além disso, continua dell’Orto, “com providências
como essa, as empresas conseguem minimizar o grau de insatisfação e fidelizar o
cliente”.

Segundo o assessor chefe do Procon de São Paulo, Renan
Ferraciolli, o órgão registrou, em 2012, 5.492 queixas contra agências de
viagens e operadoras de turismo; 506 contra a hotelaria, e 240 contra as
empresas aéreas.

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  • Publicado: 20/03/2013 17:11
  • Alterado: 20/03/2013 17:11
  • Autor: Redação
  • Fonte: Oficina de Comunicação