Índice de Confiança do Empresário Industrial cresce em fevereiro
Em fevereiro de 2025, o índice de atividade ficou em 46,9 pontos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção registrou um leve aumento de 0,3 ponto em fevereiro, alcançando 49,3 pontos. Os dados foram apresentados na Sondagem da Indústria da Construção, divulgada hoje (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em São Paulo.
Apesar do crescimento, o índice permanece abaixo da marca de 50 pontos, o que indica um clima de pessimismo entre os empresários do setor. Essa tendência negativa se mantém há três meses consecutivos, com os gestores avaliando que as condições atuais das empresas e da economia são inferiores às observadas há seis meses.
Embora o sentimento geral seja de cautela, os indicadores referentes à evolução do nível de atividade e ao número de empregados mostraram crescimento em comparação aos meses anteriores, janeiro e fevereiro de 2024.
No que diz respeito à atividade da construção civil, o índice ficou em 46,9 pontos em fevereiro, um aumento em relação aos 43,7 pontos registrados em janeiro. Comparando com fevereiro de 2024, o índice também apresentou melhora em relação aos 46,2 pontos daquela data. Segundo a metodologia empregada na pesquisa, índices mais altos refletem um desempenho mais positivo no setor da construção.
Quanto ao total de empregados no setor, o índice atingiu 48,2 pontos em fevereiro, subindo em relação aos 45,6 pontos do mês anterior e dos 46 pontos registrados no mesmo período do ano passado.
Preocupações com a Taxa de Juros Elevada
De acordo com a pesquisa, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) na indústria da construção manteve-se estável em 67% tanto em janeiro quanto em fevereiro deste ano, igualando-se ao percentual observado em fevereiro de 2024.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, comentou sobre as nuances do cenário atual: “A construção ainda se beneficia dos juros mais baixos observados no início do ano passado e das modificações no programa Minha Casa, Minha Vida, que possibilitaram ao setor realizar investimentos de longo prazo. No entanto, existe uma preocupação crescente entre os empresários para os próximos meses devido às altas taxas de juros que impactam tanto a demanda quanto os custos operacionais do setor”.