Índia e Paquistão anunciam cessar-fogo após escalada de violência, mas tensão persiste
Conflito já deixou mais de 60 mortos em quatro dias; denúncias de novas violações colocam acordo em risco
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Índia e Paquistão, rivais históricos na região da Caxemira, anunciaram neste sábado (10) um cessar-fogo após quatro dias de intensos confrontos que deixaram ao menos 66 mortos.
Apesar do alívio momentâneo, surgiram rapidamente relatos de novas trocas de tiros e explosões, minando a frágil trégua. O governo indiano acusa o Paquistão de violar o pacto poucas horas após sua assinatura, enquanto autoridades paquistanesas negam qualquer transgressão.
Diplomacia e desconfiança
O anúncio do cessar-fogo contou com a mediação internacional, com destaque para os Estados Unidos, cujo presidente Donald Trump se antecipou nas redes sociais para divulgar o acordo.
Outros países como Arábia Saudita e Turquia também participaram das negociações, segundo o chanceler paquistanês. Representantes militares de ambos os países devem se reunir novamente na segunda-feira (12), caso a trégua se sustente até lá.
No entanto, o clima continua instável. Moradores das cidades de Srinagar e Jammu, na parte indiana da Caxemira, relataram explosões após o anúncio do cessar-fogo. Porta-vozes militares de ambos os lados não comentaram oficialmente os episódios.
Crise enraizada e riscos de escalada
A tensão atual remonta a 22 de abril, quando um atentado atribuído ao grupo jihadista Lashkar-e-Taiba matou 26 pessoas na Caxemira indiana. O governo de Nova Déli culpou o Paquistão pelo ataque, o que foi negado por Islamabad.
Desde então, medidas como a suspensão do comércio bilateral, cancelamento de vistos e o rompimento do tratado de uso compartilhado das águas intensificaram o confronto diplomático e militar.
Apesar do cessar-fogo, autoridades indianas afirmaram que sanções econômicas e o bloqueio da única passagem terrestre entre os países continuarão em vigor.
A comunidade internacional, incluindo o G7, segue pedindo moderação e diálogo diante do risco de uma escalada mais ampla, envolvendo até mesmo armamentos nucleares.