Incidência de Aids diminui quase 40% em São Bernardo
Descentralização do serviço de testes de DST/Aids ajuda no controle da doença
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 30/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Crédito:
A Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo registrou queda de 37,97% nos casos de Aids entre 2011 e 2013, com 158 e 98 casos, respectivamente. A redução está atrelada à descentralização dos testes rápidos, que desde abril do ano passado podem ser feitos também nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
No mesmo período foi registrado aumento nos casos de portadores de HIV. Em 2011, havia 75 pessoas portadoras do vírus na cidade, contra 106 em 2013. Coordenadora do programa Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) de São Bernardo, Mariliza Henrique da Silva disse que a pessoa pode ter e conviver com o vírus durante muito tempo e não desenvolver a doença.
Segundo ela, os resultados estão atrelados à descentralização dos serviços do Fique Sabendo, que oferece testes rápidos para detecção de DST/Aids, serviço que era disponibilizado apenas no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), na Avenida Armando Italo Setti, 402.
Além disso, as equipes do DST/Aids e do Consultório de Rua passaram a visitar também os locais de prostituição, tanto masculina quanto feminina, para a oferta de testes rápidos, preservativos e gel lubrificante. “Com isso conseguimos detectar mais casos de HIV e oferecer remédios que inibem a ação do vírus cada vez mais precocemente”, explicou.
Os testes rápidos começaram a ser oferecidos na cidade há cerca de cinco anos, mas somente no ano passado é que o serviço foi descentralizado e passou a ser realizado também nas UBSs. “O diagnóstico sai na hora e o paciente já é inserido na rede de Saúde para tratamento, caso seja positivo”, explicou a coordenadora do programa.
O levantamento feito pelo serviço de DST/Aids do município também revelou que grande parte dos casos de Aids atinge homens com idade entre 19 e 49 anos. “Isso nos ajuda a direcionar nossas ações. Notamos que nesse público específico há uma resistência pelo uso do preservativo. Porém, é mais um trabalho de conscientização que fazemos”, disse.