Incêndio na COP30 gera pânico e suspende negociações climáticas
Chamas atingiram área dos países em Belém e forçaram a evacuação imediata da zona azul nesta quinta
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 20/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
Na tarde desta quinta-feira, a rotina da Conferência das Partes (COP30), realizada em Belém, foi bruscamente interrompida por um incêndio que atingiu os pavilhões do evento. O fogo teve início nas áreas reservadas aos países participantes, desencadeando uma situação de caos e correria entre delegados e visitantes. Como medida de segurança imediata, o fornecimento de energia elétrica foi cortado. As chamas chegaram a danificar os toldos dos estandes, o que obrigou a organização a determinar a paralisação das negociações e o total esvaziamento da zona azul.
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Resposta das autoridades e segurança
Apesar da gravidade das imagens, a organização confirmou que o fogo foi contido sem deixar feridos graves. Atualmente, equipes de segurança e bombeiros realizam o trabalho de rescaldo e monitoramento para assegurar a integridade do local. Diante do ocorrido, uma reunião de emergência foi convocada envolvendo a ONU, autoridades de segurança pública e os organizadores da COP30.
A zona azul foi devolvida às autoridades brasileiras pela ONU às 15h28. As primeiras análises visuais indicam que o foco do incêndio começou no estande da África Oriental. Contudo, a causa exata permanece indefinida e a reabertura da área depende de um laudo técnico dos bombeiros.
Celso Sabino, ministro do Turismo, levantou a hipótese de um curto-circuito e defendeu a realização do evento na capital paraense:
“Não se pode argumentar que Belém não deveria receber a conferência. Este tipo de evento pode ocorrer em qualquer lugar do mundo.”

Impacto nas negociações e relatos de pânico na COP30
O incidente ocorreu em um momento decisivo da COP30, justamente quando os países buscavam finalizar acordos climáticos. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, precisou ser retirada às pressas da área afetada. Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará, reforçou a necessidade de transparência para evitar danos à imagem do evento:
“Precisamos que informações corretas sejam divulgadas para que não haja um clima adverso à COP.”
Testemunhas relataram cenas de medo. Dielly Silva, presente no local, descreveu o momento:
“Fiquei assustada, todo mundo correndo e gritando ‘fogo’ em diferentes idiomas.”
Devido à fumaça densa e ao calor excessivo no pavilhão dos países, muitos participantes tiveram que evacuar utilizando as escadas. O Hangar, estrutura que integra a zona azul mas não utiliza tendas, também foi evacuado, com bombeiros e voluntários orientando o público na praça de alimentação.
Histórico de alertas sobre infraestrutura
A segurança e a estrutura da COP30 já eram pauta de discussões antes mesmo do incidente. Na primeira semana do evento, a ONU enviou uma carta à organização citando preocupações com a infraestrutura local. Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, solicitou medidas de proteção mais rigorosas, citando problemas como altas temperaturas e alagamentos.
Meses antes, negociadores pressionaram pela transferência parcial do evento devido a custos e questões estruturais, mas o governo federal manteve a conferência em Belém. O presidente Lula destacou a escolha como um ato de coragem para realizar um evento global na Amazônia.
Durante o combate às chamas, a solidariedade se fez presente. Técnicos de áudio que trabalhavam na zona azul auxiliaram os bombeiros com extintores. Reginaldo Santos relatou sua ação:
“Estava no estande da Noruega quando ouvi gritos sobre um incêndio. Levei extintores para ajudar no combate ao fogo.”
Dois membros das equipes de apoio receberam atendimento médico devido à inalação de fumaça e quedas durante a fuga, mas sem gravidade.