Impressora braile é desenvolvida por estudantes do Sesi Internacional no LabMaker Iguaçu
O equipamento teve sua primeira versão validada e aprovada no FIciencias em 2020, passando por aperfeiçoamentos com apoio técnico e operacional do Parque Tecnológico Itaipu
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 09/03/2022
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Três estudantes do Colégio Sesi Internacional, de Foz do Iguaçu (PR), desenvolveram uma impressora que reproduz documentos de texto para o formato braile. Grande parte do projeto foi executado e aperfeiçoado no LabMaker Iguaçu, localizado dentro do Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR).
As alunas Giulia Moreira Demarchi, Carla Cecilia Dias de Lima e Vinícius de Oliveira Franco, sob a orientação do professor Cristian Loch Leith Rolon, contaram com o apoio técnico e operacional do Parque Tecnológico para que o projeto avançasse ao nível em que atualmente se encontra. Ainda este ano, o LabMaker será aberto para o público geral e poderá fazer parte da história do desenvolvimento de mais pesquisas, protótipos e projetos.
Segundo Giulia Demarchi, a ideia surgiu em 2020 pelo interesse de desenvolver materiais educacionais com foco em acessibilidade. A primeira versão do projeto foi apresentada na Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias) e ganhou o segundo lugar na classificação geral.
“A primeira impressora foi feita com peças Lego Mindstorm; aprimoramos a segunda versão utilizando materiais reciclados, e, neste processo, contamos com o apoio do LabMaker”, comenta Giulia. “Ficamos surpresos com a receptividade, o apoio técnico e o suporte da equipe do PTI no laboratório, reconhecemos o quanto eles nos auxiliaram a concretizar nossas ideias e notamos um aprendizado mútuo”.
A pesquisa é a base de uma Instituição de Ciência e Tecnologia. A afirmação é do diretor técnico do Parque Tecnológico, Rafael Deitos. “Este projeto é um exemplo do método hands-on, onde o estudante coloca em prática o conhecimento visto em sala de aula”. Deitos comenta que o LabMaker Iguaçu tem uma característica prática e está alinhado aos objetivos da instituição. “A teoria é de extrema importância, mas se não houver uma experiência prática os projetos não alcançam seu potencial máximo, portanto, o LabMaker é um espaço onde os estudantes podem colocar a mão na massa”, explica o diretor.