Impostos pesam no bolso dos foliões neste Carnaval
Impostos sobre bebidas e fantasias mantêm preços altos e pressionam o bolso dos foliões
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 06/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Michel Teló
De acordo com levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseado na tabela do Impostômetro do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o whisky, o chope, a máscara de lantejoulas, a caipirinha e a cachaça são os produtos de Carnaval mais tributados no Brasil.
Carga tributária elevada mantém preços pressionados
Segundo o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV/ACSP), a carga tributária sobre os itens de consumo do Carnaval não apresentou alterações significativas em relação ao ano passado. “A carga tributária sobre os produtos da folia continua muito elevada. O Carnaval é um momento de lazer, mas sem mudanças nas alíquotas, os preços permanecem altos, impactando diretamente o orçamento das famílias”, explica.
Estratégias para reduzir gastos com impostos
Ruiz de Gamboa recomenda economia criativa aos foliões: “Para quem não deseja desembolsar 45,66% em impostos nas fantasias, reutilizá-las ou usar a imaginação é a melhor opção para aproveitar a festa sem gastar demais.”
No topo da lista de produtos mais tributados está o whisky, com 56,40% de impostos, seguido do chope (44,39%), máscara de lantejoulas (46,38%), fantasia de Carnaval (45,66%) e bijuterias (42,43%). O colar havaiano completa o top 5, com 38,97%.

Segundo o economista, a elevada tributação das bebidas alcoólicas busca evitar consumo excessivo, mas não há justificativa aparente para taxas tão altas sobre máscaras e fantasias. “A carga tributária brasileira é equivalente à da Grã-Bretanha, sendo que nossa renda per capita é bastante inferior à dos países desenvolvidos”, conclui.