Igreja também vira posto de vacinação contra febre amarela em São Paulo
Escolas e até igrejas entraram no roteiro de vacinação contra a febre amarela na zona norte de São Paulo neste fim de semana
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Os espaços foram usados pela Prefeitura como postos temporários de imunização, além de 37 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da região. Os moradores esperaram até uma hora e meia nas filas.
Ao todo, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 371,1 mil pessoas já foram vacinadas – 71 mil delas ontem.
A Prefeitura tem o objetivo de vacinar 95% da população da zona norte – o que corresponde a 2,2 milhões de pessoas – em até dois meses. Promete também ampliar a oferta do imunizante a todos os 91 postos de saúde da região.
No Centro Educacional Unificado (CEU) Atlântica, em Pirituba, a fila dava a volta em toda a unidade e ia até a rua na manhã do domingo, 29. Agentes de saúde fizeram uma espécie de triagem para tirar dúvidas de quem chegava e dar prioridade a alguns grupos, como adultos com crianças e pessoas com deficiência. O atendimento também foi oferecido no CEU Pera Marmelo, na mesma região.
“Montamos um quartel-general aqui dentro”, conta a gerente de serviços de saúde Guiomar Parada. A cozinha da escola municipal se transformou no local do estoque, onde ficavam as vacinas, embaladas, além de algodões e agulhas. A secretaria informou manter os parâmetros adequados de refrigeração dos imunizantes.
As injeções eram aplicadas no pátio – 12 postos foram montados para atender à população. Para organizar todo o processo, a equipe de saúde chegou ao local ainda na sexta-feira.
Sob sol intenso, a dona de casa Sueli Dias Silvestre, de 57 anos aguardava a vez. “Estou esperando há uma hora e meia e ainda acho que vai mais uns 30 minutos”, disse ela, com ao menos 20 pessoas à frente na fila. “Tinha de ter mais postos para atender”, reclamava Sueli, moradora da região.
Além das escolas, duas igrejas foram usadas como posto de vacinação, na Chácara Maria Trindade e no Morro da Mandioca, também na zona norte. “Não moro, mas trabalho aqui. Por isso, fiquei com medo e decidi vir”, conta a comerciante de frutas Carolina Lopes, de 27 anos, que foi à Igreja Batista em busca da proteção contra a doença.
O local, diferentemente de outros postos, não tinha fila. Mas o horário de atendimento foi rigoroso: um grupo de quatro adolescentes que chegou às 14h01 (o posto fecharia às 14 horas) não conseguiu atendimento. “Hoje acabou”, informou a agente de saúde, na porta.
Orientação
A Prefeitura tem dito que só há necessidade de vacina para a zona norte, principalmente nas áreas perto de matas. No Horto Florestal e no Parque Anhanguera foram achados três macacos mortos com o vírus neste mês. Nas outras regiões, diz a Prefeitura, não há necessidade de pânic