Novo IFSP Mauá terá 1.400 vagas e foco em tecnologia e indústria
Lula e Camilo Santana oficializam novo Instituto Federal em Mauá
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 10/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana, oficializaram nesta segunda-feira (9 de fevereiro) um investimento de R$ 44,8 milhões para o novo Campus Mauá do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). O montante será usado na reforma do prédio próprio — adquirido no fim de 2025 — e na compra de móveis e equipamentos.
A unidade faz parte de um plano maior do Novo PAC, que prevê a criação de 100 novos institutos federais pelo país. No estado de São Paulo, o IFSP está recebendo um total de R$ 515,5 milhões para expansão e melhoria de suas estruturas.
Estrutura e Vagas
O prédio já está em obras desde janeiro para garantir acessibilidade e segurança. Quando estiver pronto, o campus terá capacidade para 1.400 alunos, com foco em cursos técnicos integrados ao ensino médio. As áreas principais de ensino serão:
- Controle e Processos Industriais: cursos de mecatrônica e fabricação mecânica.
- Informação e Comunicação: foco em informática.
Novos Professores e Servidores
O ministro Camilo Santana destacou que o governo já se movimenta para garantir quem vai dar aula. A Câmara aprovou a criação de mais de 16,6 mil cargos para a rede federal em todo o Brasil. Assim que o Senado aprovar e a lei for sancionada, o MEC assinará a portaria autorizando oficialmente o funcionamento do Campus Mauá.
Cursos Curtos já para 2026
Mesmo antes da conclusão total das obras, o IFSP planeja oferecer cursos de qualificação rápida (40 horas) ainda no primeiro semestre deste ano. Entre os temas estão:
- Autonomia: Cursos voltados para mulheres, ética e cidadania inclusiva.
- Prática: Ajudante de alvenaria e elétrica predial.
- Sustentabilidade: Educação ambiental e oratória para professores.
O IFSP em números
Atualmente, o IFSP possui 42 unidades e, com o Novo PAC, ganhará 14 novos campi em cidades como Santos, Ribeirão Preto, Cotia e Diadema, além de bairros da capital como Cidade Tiradentes e Jardim Ângela. O reitor Silmário do Santos celebrou o momento, afirmando que, desde 1994, nunca viu tamanho cuidado com a educação tecnológica no país.
Além das novas obras, o governo reservou R$ 155,6 milhões apenas para consolidar os campi que já existem, focando na construção de bibliotecas, laboratórios e restaurantes estudantis.