Identidade visual e cultural mobilizam comunidade escolar em São Caetano
A identidade visual e cultural das crianças ganha destaque em projetos da EMEI Castorina Faria Lima
- Publicado: 02/06/2026 14:40
- Alterado: 02/06/2026 14:40
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: PMSCS
A EMEI Castorina Faria Lima, no bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul, uniu a comunidade escolar por meio dos projetos Nossas Raízes e Comunidade Educadora. As ações promovem a valorização das origens dos estudantes, o fortalecimento dos vínculos familiares e a integração dos moradores locais com a rotina pedagógica.
O trabalho pedagógico estimula a construção de uma identidade visual e histórica conectada ao território e à ancestralidade de cada aluno. A iniciativa baseia-se em diretrizes da UNESCO e dialoga diretamente com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável criados pela Organização das Nações Unidas.
Integração prática entre família e escola
Para trazer a vivência dos moradores para a sala de aula, a direção da unidade abriu inscrições aos responsáveis interessados em apresentar costumes, receitas e tradições. Um cronograma de atividades foi montado a partir dos retornos desse formulário, inserindo a bagagem cultural dos pais diretamente no cotidiano escolar.
“É uma iniciativa que vem fortalecendo os vínculos e refletindo, entre outros aspectos, no aumento da frequência dos estudantes. Tem a empolgação das crianças ao verem seus familiares participando das atividades e compartilhando experiências”, explicou Priscila Bombassei Amorim, diretora da escola.
Essas vivências colaboram na construção da identidade visual do espaço físico da escola, que passa a expor fotos, objetos e produções artísticas ligadas à história das próprias crianças.
Resgate de culinária e conexão afetiva
Uma das oficinas envolveu a família de Olivia Custódio Conovalenco, matriculada no Grupo 5B. O núcleo familiar apresentou a tradição de preparar pizzas artesanais, um hábito realizado religiosamente todas as sextas-feiras na casa da estudante.
A mãe de Olivia possui raízes italianas, enquanto o pai carrega origens portuguesas e ucranianas. Esse caldeirão cultural ajuda a diversificar a identidade visual e social que a instituição projeta para as crianças no dia a dia.
“Minha mãe sempre me ensinou a cozinhar. Querendo ou não, é algo que agrega amor à família. Ela passava amor para mim em forma de cozinha e eu quero passar o mesmo sentimento para minha filha”, relatou o pai da aluna.
A atividade prática também surge como uma alternativa para diminuir o tempo das crianças diante de dispositivos eletrônicos, uma preocupação central dos pais modernos. Ao final, a experiência gastronômica foi compartilhada com todos os alunos, que aprovaram o alimento e vivenciaram o resgate histórico dos colegas em um ambiente que valoriza a identidade visual e as memórias da comunidade.