IBGE aponta Campinas com o 11º maior PIB do Brasil

Novo levantamento do IBGE revela que Campinas e Paulínia consolidam o interior paulista no PIB

Crédito: Carlos Bassan/PMC

A economia do interior de São Paulo reafirmou sua força no cenário nacional com os novos dados da publicação “PIB dos Municípios 2022-2023“, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o relatório, Campinas consolidou-se como a 11ª maior economia do Brasil, apresentando um PIB estimado em R$ 97.557.674.

Dentro do estado de São Paulo, a metrópole regional fica atrás apenas da capital paulista (que lidera o ranking nacional), Osasco (8ª posição) e Guarulhos (10ª). Esse desempenho destaca Campinas como um polo estratégico que desafia a hegemonia das capitais, concentrando riqueza e serviços de alta tecnologia.

Paulínia se destaca na 18ª posição nacional

Paulínia se consolida na 18ª posição no ranking nacional do PIB - Divulgação
Paulínia se consolida na 18ª posição no ranking nacional do PIB – Divulgação

Outro destaque de peso na Região Metropolitana de Campinas (RMC) é o município de Paulínia. A cidade, impulsionada pelo seu forte polo petroquímico, alcançou a 18ª posição no ranking nacional, com um PIB de R$ 67.067.300.

Embora o topo da lista continue sendo ocupado pelo trio histórico São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, observa um fenômeno interessante: a participação dessas capitais no PIB nacional vem sofrendo uma redução gradual. Isso abre espaço para que cidades do interior, como as da RMC, ganhem relevância na fatia total da riqueza brasileira.

Concentração de riqueza e o peso dos serviços

Apenas cem municípios brasileiros concentram 52,9% do PIB nacional – Reprodução

O estudo do IBGE revela uma forte concentração econômica: apenas cem municípios brasileiros concentram 52,9% do PIB total do país. O estado de São Paulo domina essa elite econômica com nove cidades no ranking das cem maiores.

Apesar da descentralização a longo prazo, em 2023 as capitais mostraram resiliência através do setor de serviços.

  • São Paulo: Cresceu 0,4 ponto percentual, detendo 9,7% da economia brasileira.
  • Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro: Tiveram aumentos de 0,1 p.p. cada.
  • Belo Horizonte: Manteve-se estável entre as mais relevantes.

Perdas no setor de petróleo e indústria

Por outro lado, o levantamento aponta que nem todas as regiões tiveram motivos para celebrar. Entre as 30 cidades que mais perderam participação no PIB, sete estão vinculadas à extração de petróleo, como Maricá (RJ), Niterói (RJ) e Ilhabela (SP). Além disso, nove municípios focados na indústria de transformação também registraram quedas, refletindo os desafios do setor fabril no último biênio.

Paulínia lidera em PIB per capita: 4ª maior do país

Quando o critério muda para a riqueza dividida pela população, os números tornam-se ainda mais expressivos. Neste ranking, Paulínia se destaca como a 4ª maior economia per capita do Brasil. Com um valor de R$ 110.537, a cidade supera em mais do que o dobro a média nacional, que é de R$ 53.886,67.

Curiosamente, Campinas, apesar do volume total bilionário, não figura nas primeiras colocações deste recorte. No extremo oposto do ranking, a desigualdade regional fica evidente:

  1. Menor índice: Manari (PE), com apenas R$ 7.201,70 por habitante.
  2. Maranhão: O estado concentra quatro das cinco cidades com menor PIB per capita, incluindo Nina Rodrigues e Matões do Norte.

Essa disparidade reforça o papel de São Paulo e suas metrópoles regionais como os principais centros de geração de valor agregado e bem-estar econômico no país.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 20/12/2025
  • Fonte: FERVER