Hugo Motta suspende escolta de deputada do PSOL
A decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de suspender a escolta da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) gerou forte controvérsia
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 13/12/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
A Câmara dos Deputados está no centro de uma polêmica após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinar um despacho que suspendeu a escolta de segurança da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). A decisão ocorreu sem aviso prévio à parlamentar, que segue sob ameaças de morte investigadas pela Polícia Federal e Polícia Civil.
Talíria Petrone, que já precisou deixar o Rio de Janeiro em 2020 por conta de ameaças de grupos milicianos, classificou a medida de Hugo Motta como uma retaliação política.
“A retirada da escolta se deu no dia seguinte ao meu discurso crítico em plenário, o que torna a situação ainda mais suspeita”, comentou a deputada.
A Justificativa de Hugo Motta
O despacho assinado por Hugo Motta baseou-se em um parecer da Polícia Federal que considerou insuficientes os motivos que justificavam a proteção. O documento citou que o principal suspeito das ameaças estava preso e que não havia novos elementos relevantes.

No entanto, Petrone questionou a contradição da medida, destacando que a situação coloca em risco sua integridade e a segurança de seus filhos. A parlamentar afirmou ter feito um apelo a Hugo Motta após a suspensão: “Disse a ele que sou líder de bancada e convivo diariamente com essa realidade. Pousar no Rio sem proteção é alarmante”.
Sem a proteção oficial, a deputada do PSOL foi obrigada a contratar uma escolta privada com recursos próprios para conseguir cumprir sua agenda política no Rio de Janeiro.
A assessoria do presidente Hugo Motta não se manifestou sobre o caso. O despacho, no entanto, prevê que a decisão pode ser revista se novas circunstâncias de risco surgirem.