Hugo Calderano tem entrada negada nos EUA após competir em Cuba: entenda o caso
Hugo Calderano enfrenta barreiras para competir nos EUA após visita a Cuba; saiba como a nova norma de imigração impacta atletas!
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 03/07/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
O mesatenista brasileiro Hugo Calderano, um dos principais nomes do tênis de mesa mundial, enfrentou um contratempo inesperado em sua carreira internacional: teve sua entrada nos Estados Unidos negada em razão de uma norma do governo americano relacionada à Prevenção à Circulação de Terroristas. A regra foi implementada em 2015 e passou a impactar diretamente cidadãos que tenham visitado países considerados sensíveis, como Cuba, que entrou na lista de restrições em 2023, durante o governo Joe Biden.
Viagem a Cuba impede participação de Hugo Calderano em torneio nos EUA
Hugo Calderano esteve em Cuba no ano passado para disputar o Campeonato Pan-Americano e as eliminatórias olímpicas para Paris 2024. No entanto, essa viagem se tornou um obstáculo: ao tentar entrar nos Estados Unidos recentemente, teve seu acesso barrado com base nas regras do Programa de Isenção de Visto americano.
Segundo a assessoria do atleta, ele chegou a tentar viajar usando seu passaporte português, já que Portugal é um dos 42 países incluídos no programa que permite entrada nos EUA por até 90 dias sem visto. No entanto, as normas são claras: qualquer pessoa que tenha visitado Cuba desde 12 de janeiro de 2021 perde automaticamente o direito à isenção.
Calderano tentou visto emergencial, mas teve pedido negado
Diante da situação, a equipe de Hugo Calderano tentou recorrer ao consulado americano para obter um visto emergencial com o objetivo de viabilizar sua participação em um torneio programado para Los Angeles. A tentativa, no entanto, foi frustrada, e o atleta ficou fora da competição.

Como funciona o Programa de Isenção de Visto (Visa Waiver Program)
O Visa Waiver Program (VWP) permite que cidadãos de determinados países viajem aos Estados Unidos para turismo ou negócios por até 90 dias sem a necessidade de visto tradicional. Para isso, é necessário preencher o formulário ESTA (Electronic System for Travel Authorization) e pagar uma taxa de US$ 21 (cerca de R$ 114).
Contudo, visitantes que tenham passado por países considerados de alto risco, como Cuba, Coreia do Norte e Irã, são excluídos do programa e devem obrigatoriamente solicitar o visto convencional, que custa em média mais de R$ 1.000 no Brasil.
Lista de países que participam do Programa de Isenção de Visto dos EUA:
- Alemanha
- Andorra
- Austrália
- Áustria
- Bélgica
- Brunei
- Catar
- Chile
- Coreia do Sul
- Croácia
- Dinamarca
- Eslováquia
- Eslovênia
- Espanha
- Estônia
- Finlândia
- França
- Grécia
- Hungria
- Irlanda
- Islândia
- Israel
- Itália
- Japão
- Letônia
- Liechtenstein
- Lituânia
- Luxemburgo
- Malta
- Mônaco
- Noruega
- Nova Zelândia
- Países Baixos
- Polônia
- Portugal
- Reino Unido (incluindo Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte)
- República Tcheca
- San Marino
- Singapura
- Suécia
- Suíça
- Taiwan (considerado país para fins do programa)