Hospital Municipal de Olhos projeta 1.500 cirurgias/mês

Com novo centro cirúrgico, o Hospital Municipal de Olhos de São Bernardo do Campo terá capacidade de realizar procedimentos com equipamentos de última geração, com projeção de atender, ao menos, 1.500 pacientes

Crédito: Celso Rodrigues/ABCdoABC

Com investimento de R$ 150 mil, o Hospital Municipal de Olhos de São Bernardo do Campo teve sua ala de procedimentos cirúrgicos inaugurada, na manhã desta terça-feira (27), quando o prefeito Marcelo Lima (Podemos) descerrou a placa e desenlaçou a faixa inaugural, inclusive, com dez procedimentos previstos para este dia.

Em sua fala, o podemista criticou a demora na entrega, os gastos sem a devida utilização e projetou o número de cirurgias que devem ser realizadas mensalmente

“Hoje estamos entregando aquilo que já era para ter sido entregue, mas nós não vivemos do passado. O procedimento cirúrgico é um centro cirúrgico oftalmo, onde serão realizadas, no mínimo, 1.500 cirurgias oftalmológicas. Algo que eu, desde janeiro, já peguei um hospital aberto, mas que, infelizmente, estávamos aqui com equipamento pagando conta de luz, de água, fazendo toda a folha de pagamento, apenas o Hospital de Olhos sendo usado como ambulatório. Aqui tinha consultas e exames. Nós não tínhamos os procedimentos que são mais importantes, o cirúrgico, em São Bernardo do Campo”, criticou Marcelo a herança que encontrou no próprio público de Saúde.

O chefe do Executivo afirmou também que o município não vai depender do atendimento da Universidade de Medicina do ABC, em Santo André, que buscará parcerias e disparou, mais uma vez, contra o caos encontrado na Saúde.

“Só aqui tem capacidade para atender toda a demanda do povo de São Bernardo. Portanto, eu peguei uma demanda represada, neste caso de cirurgias nos olhos, de mais de oito mil na fila. O que eu não vou admitir é que as pessoas vão para lá – Santo André, façam um exame médico, que é pago pela Prefeitura de São Bernardo, e que demore tanto o retorno que, na hora que chega o retorno médico, tem que fazer novamente. Isso sim é despesa, isso não é investimento. Investimento é o paciente ter o primeiro atendimento, poder realizar os seus exames, ter o retorno no tempo hábil para que não perca nenhuma validade de um exame e, a partir do diagnosticado, possa, sim, fazer o seu procedimento cirúrgico ou o seu tratamento. Isso não vamos admitir mais na Prefeitura de São Bernardo. Isso é rasgar dinheiro público, garantiu o prefeito.

Sobre atender moradores de outros municípios, o prefeito afirmou que não será negado atendimento, mas a prioridade são os munícipes.

Não temos convênio com outras cidades, a gente tem um convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde), e o SUS é universal, mas eu não vou proibir nenhum atendimento, agora é claro que nós estamos criando um cartão de saúde de São Bernardo, que é aquele que me comprometi na campanha, para que a gente possa restringir o atendimento ao máximo a quem vive em São Bernardo. Não estou dizendo que não vou fazer, se porventura o governo do Estado, o governo Federal, queira fazer um convênio mais amplo com o Hospital de Olhos, a gente pode fazer sim, mas neste momento, a prioridade é atender o morador de São Bernardo”, Marcelo ofereceu seu ponto de vista quanto a quem deve ser priorizado, mas citou o órgão regional, ao qual preside, como um possível intermediador de parcerias:

“Como presidente do Consórcio – Intermunicipal Grande ABC, nós estamos discutindo muitas coisas, inclusive o Cross Regional, para que a gente possa trabalhar em conjunto, uma cidade ajudando a outra, mas tem que ter regra, então, neste momento, o Hospital de Olhos é prioritariamente para o morador de São Bernardo, o que não quer dizer que nós não vamos atender ao SUS, é o Sistema Único de Saúde do país, então se ele vir aqui, com um caso de emergência, com a regulação do Cross, nós vamos atender, não temos nenhum problema”, Marcelo mostrou-se sensível e disposto ao falar da saúde da população.

Depois que o prefeito falou sobre o cartão da cidade, que está em elaboração, foi perguntado se não correria o risco de acontecer o mesmo que houve com a cidade vizinha, que criou o Cartão São Caetano, mas que foi anulado porque a Justiça entendeu ser inconstitucional, e ele refutou seguir os mesmos moldes.

“O Cartão São Caetano seguiu um modelo, que não é o modelo que nós vamos criar, aliás já está em andamento. Esse Cartão São Bernardo é para a UBS (Unidade Básica de Saúde), é para a saúde básica, atenção básica, então é aquela carteirinha da UBS. É o cartão que nós vamos criar, um cartão magnético, com inteligência artificial, com biometria, é um cartão com todos os dados do paciente, para que a gente possa, na unidade básica, fazer esse filtro, esclareceu o político.

Que concluiu afirmando que sai mais barato prevenir do que corrigir.

“Então, nós não vamos negar, de forma alguma, vagas que tenham no hospital para a regulação estadual, mas a gente restringe na ponta, que é a porta de entrada do paciente, que é o que mais precisamos investir, na saúde básica, atendimento primário, prevenção, para que muitas pessoas não cheguem até aqui, até o centro cirúrgico. Isso dá mais comodidade ao paciente, menos custo ao município e mais qualidade de vida para as pessoas”, sugere ele.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/05/2025
  • Fonte: FERVER