Hospital da Mulher reduz 90% das infecções na UTI Neonatal
Referência em São Bernardo, unidade garante segurança máxima a recém-nascidos com queda histórica de sepse e pneumonia em 2025.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Hospital da Mulher (HM), integrante do complexo de saúde de São Bernardo, atingiu um patamar de excelência inédito na segurança do paciente. Em encontro realizado na última quinta-feira (12/2), a equipe multiprofissional celebrou uma redução de 90% nos casos de infecção primária de corrente sanguínea (sepse tardia) na série histórica da UTI Neonatal.
Esses números refletem o cumprimento rigoroso de metas pactuadas entre a gestão e o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). O objetivo central é mitigar riscos que elevam a mortalidade, o tempo de internação e os custos assistenciais na rede pública.
Indicadores do Hospital da Mulher superam metas
A análise de dados entre 2015 e 2025 confirma a efetividade dos protocolos adotados no Hospital da Mulher. O foco principal foi o monitoramento da Infecção Primária de Corrente Sanguínea (IPCS) relacionada ao uso de Cateter Venoso Central (CVC).
Em 2025, a unidade registrou uma Densidade de Incidência de apenas 0,66 por 1.000 CVC-dia. Este índice ficou drasticamente abaixo do teto estipulado pela meta de segurança, que tolerava até 1,50 IPCS.
Para alcançar esse resultado, a equipe investiu em:
- Protocolos baseados em evidências científicas.
- Supervisão sistemática de rotinas.
- Boas práticas na inserção e manutenção de cateteres.
Adriana Wolf, médica do SCIH, reforça que o desempenho do Hospital da Mulher nasce da integração entre vigilância e assistência. “O acompanhamento sistemático e a análise crítica dos processos consolidam nossa cultura de segurança. Essa redução sustentada demonstra maturidade institucional”, avalia.
Combate à Pneumonia e rigor técnico
Outro avanço significativo registrado no Hospital da Mulher envolve a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV). O indicador fechou 2025 com densidade de 0,46 por 1.000 dias de ventilação mecânica, superando com folga a meta de manter o índice abaixo de 0,80.
Esse dado comprova o sucesso na extubação oportuna de recém-nascidos e na indicação criteriosa de dispositivos invasivos. Segundo Cassia Mazzari Gonçalves, coordenadora de Enfermagem da UTI Neonatal, a equipe de enfermagem atua como barreira principal contra infecções. “O cumprimento das boas práticas e a educação permanente fortalecem a segurança do paciente”, destaca.
Cibele Wolf Lebrão, coordenadora médica da Neonatologia, complementa que as decisões clínicas responsáveis dentro do Hospital da Mulher são determinantes. “Trabalhar de forma integrada permite oferecer assistência cada vez mais segura e resolutiva”, pontua.
Reconhecimento e gestão eficiente
A celebração dos resultados reforça o compromisso da rede municipal com a vida. Para a Dra. Adlin Veduato, diretora técnica da unidade, os indicadores provam que a instituição trilha o caminho certo. “Essa conquista é resultado direto da dedicação da nossa equipe multiprofissional”, afirma.
O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, enfatiza que o Hospital da Mulher se tornou um modelo de gestão baseada em evidências. “Quando investimos em qualificação e monitoramento, os resultados aparecem. É uma garantia de cuidado mais seguro para os nossos recém-nascidos e suas famílias”, finaliza.