Hospital da Mulher melhora fluxo no PS com Lean nas Emergências

Hospital da Mulher registra avanços na gestão do PS e reduz tempo de espera, ocupação de leitos e fluxo de pacientes

Crédito: Hospital da Mulher de Santo André reduz fluxo de pacientes em 44,6% com metodologia Lean nas Emergências- Divulgação

O Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André, registrou avanços expressivos na organização do Pronto-Socorro cinco meses após a adoção do projeto Lean nas Emergências. Entre novembro de 2025 e março de 2026, os indicadores apontam redução de 44,6% no fluxo de pacientes e melhorias consistentes em tempo de atendimento, ocupação de leitos e eficiência operacional no Hospital da Mulher.

Segundo a direção técnica, as mudanças refletem um processo de reorganização interna focado em eficiência e segurança assistencial.

Lean nas Emergências transforma rotina do Hospital da Mulher

Hospital da Mulher - projeto Lean nas Emergências
Divulgação

O projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com hospitais de referência nacional, foi incorporado pelo Hospital da Mulher em outubro de 2025.

O diretor técnico, Dr. Felipe Colbert, destaca que o foco está na redução de gargalos e na qualificação do atendimento no Hospital da Mulher, especialmente em pontos críticos como espera por consulta e liberação de leitos.

“Quem já precisou de atendimento em uma emergência hospitalar sabe o quanto o tempo é importante. É exatamente nesses pontos que o nosso Hospital da Mulher tem trabalhado de maneira mais intensa e organizada”, afirmou.

Redução da superlotação e melhora dos indicadores no Hospital da Mulher

Um dos principais termômetros de desempenho é o NEDOCS, indicador que mede o nível de superlotação do Pronto-Socorro.

Em outubro de 2025, o índice era de 94 pontos. Já em março de 2026, caiu para 52, uma redução de 44,6%, refletindo maior controle operacional e segurança assistencial.

“Na prática, isso significa que o setor de emergência está operando com mais controle, mais espaço e mais segurança para todos que precisam de atendimento”, explicou o diretor técnico.

Além disso, o tempo médio de permanência caiu de 5,1 para 2,3 dias, uma redução de 54,9% na ocupação de leitos, ampliando a capacidade de atendimento de novos pacientes.

Eficiência operacional reduz tempos de espera no Hospital da Mulher

Outro avanço relevante foi a redução no tempo de liberação de leitos, conhecido como tempo de setup. O indicador caiu de 95 para 65,5 minutos, uma diminuição de 31,1%, impactando diretamente o fluxo assistencial.

O tempo porta-médico também apresentou melhora, passando de 66 para 56 minutos. A meta institucional é chegar a 50 minutos.

Segundo a gerente administrativa Elisabete Tavares, já executa ações para alcançar esse objetivo, com revisão de fluxos de entrada e ajustes de escala médica conforme a demanda.

A jornada completa do paciente, da entrada até a internação, também evoluiu, reduzindo de 238 para 222 minutos, com meta estabelecida em 186 minutos.

Gestão integrada e novas metas no Hospital da Mulher

A gestão destaca que os resultados são sustentados pelo engajamento das equipes multiprofissionais. Diretoria, corpo clínico, enfermagem e setores de apoio atuam de forma integrada, condição considerada essencial para a consolidação do projeto.

“Sem esse alinhamento interno, os dados e as ferramentas por si só não produzem resultado”, reforça Elisabete Tavares.

O projeto Lean nas Emergências conta ainda com consultoria do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, com visitas mensais e acompanhamento remoto das equipes.

Entre as próximas metas em consolidação estão a gestão integrada de leitos, planejamento de alta segura para mães e bebês, padronização de prescrições médicas e fortalecimento da comunicação institucional.

  • Publicado: 08/05/2026 14:33
  • Alterado: 08/05/2026 14:33
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: FUABC