Hospitais privados registram aumento de internações por dengue em SP
Levantamento do SindHosp mostra alta em internações e tempo de permanência, além de avanço nos casos atendidos nos serviços de urgência
- Publicado: 02/02/2026
- Alterado: 10/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: PMSCS
A pesquisa do SindHosp – Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, realizada no período de 25 de março a 7 de abril de 2025, ouviu 97 hospitais privados, sendo 65% da capital e Grande São Paulo e 35% do interior.
Crescimento nas internações e aumento do tempo em UTI
Comparando com a última pesquisa realizada entre 13 e 23 de janeiro deste ano, as internações cresceram. Em janeiro, 66% dos hospitais registraram aumento de internações contra 89% na nova pesquisa.
Apesar do crescimento, o índice de aumento ainda é considerado pequeno. Para 76% dos hospitais, houve alta de até 5% nas internações em UTI, enquanto na pesquisa de janeiro apenas 31% dos hospitais indicaram esse crescimento. Por outro lado, o tempo médio de internações em UTI aumentou: em janeiro, 77% dos hospitais informaram permanência de até 4 dias, e agora 79% relatam 5 a 10 dias de internação.
Internações clínicas e aumento no pronto atendimento
Nas internações em leitos clínicos, 44% dos hospitais registraram crescimento de até 5%, e 35% apontaram aumento de 6% a 10%. Em janeiro, eram 43% com crescimento de até 5% e apenas 8% de 6% a 10%.
Quanto ao tempo médio de internação clínica, também houve elevação: 80% dos hospitais indicam 5 a 10 dias como período médio, contra 69% que, em janeiro, apontavam até 4 dias.
A faixa etária mais frequente entre os pacientes com dengue se concentra entre 30 e 50 anos.
Aumento também no pronto atendimento
88% dos hospitais registraram aumento nos casos de pacientes com suspeita de dengue nos serviços de urgência e emergência, enquanto em janeiro esse número era de apenas 45%.
Sobre o percentual de pacientes que testaram positivo nos últimos 15 dias, 32% dos hospitais observaram aumento de até 5% e 34% registraram de 6% a 10%. Já na pesquisa anterior, 43% apontaram até 5% e 11%, de 6% a 10%.
Outras doenças em alta nos hospitais
Na pesquisa atual, os hospitais registram 35% de outras doenças respiratórias, 32% de doenças crônicas e 21% de viroses em geral. Em janeiro, os números eram 40% para viroses, 25% para doenças respiratórias e 17% para crônicas.
Segundo o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, com a proximidade do outono e inverno, está ocorrendo uma mudança no quadro de doenças que levam a internações. “No verão, tivemos a predominância de viroses e agora crescem as doenças respiratórias. Esse ciclo acontece sempre e a vacinação pode ajudar a mudar esse quadro”, avaliou.