Dos 21 aos 65: histórias marcam abertura da Empreendedoras Braskem

Programa para empreendedoras chega à 7ª edição com participantes entre 21 e 65 anos e aposta em troca de experiências, empreendedorismo feminino e fortalecimento de redes de apoio

Crédito: Suzana Rezende / ABCdoABC

A abertura da 7ª edição do Empreendedoras Braskem reuniu histórias marcadas por diferentes trajetórias, mas conectadas pelo mesmo objetivo: transformar conhecimento em oportunidade. Em meio às apresentações do programa, networking e relatos inspiradores, um dos pontos altos do encontro foi justamente o contraste entre gerações presentes na formação.

Entre as 50 selecionadas para participar do curso estavam mulheres em diferentes fases da vida. De um lado, a educadora social Terezinha Rosa De Sena, de 65 anos, que já atua com mulheres em situação de vulnerabilidade. Do outro, Sarah Gandolfi de Rossi, de 21 anos, estudante que pretende transformar a paixão pela moda em um futuro negócio.

A diversidade de perfis foi destacada durante a cerimônia de abertura. Segundo a organização, a turma reúne participantes de diferentes setores e experiências, permitindo trocas que vão além do empreendedorismo.

Experiência e propósito social marcam trajetória de Terezinha

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Terezinha. Foto: Suzana Rezende / ABCdoABC

Selecionada para participar da nova edição do programa, Terezinha Rosa De Sena afirmou ter recebido a notícia com entusiasmo. Atualmente, ela atua como educadora social e também desenvolve um projeto voltado para mulheres vítimas de violência.

“Eu sou, no momento, educadora social. Eu sou auxiliar de enfermagem aposentada. Tenho um projeto que chama Mulher como Unidade. A gente faz um trabalho com mulheres vítimas de violência em situação de vulnerabilidade”, contou.

A participante explicou que decidiu entrar no curso pensando em multiplicar o conhecimento adquirido para outras mulheres atendidas pelo projeto.

“Eu vim hoje participar desse curso porque eu quero levar a multiplicação para a nossa comunidade e para as comunidades que a gente acolhe, que a gente atende”, afirmou.

Ao comentar a seleção entre as participantes da edição, Terezinha destacou o sentimento de reconhecimento.

“Nossa, um privilégio. Ainda mais quando ela colocou os números ali na tela, eu me senti privilegiada por ter sido selecionada para estar aqui e participar desse curso tão maravilhoso”, disse.

A expectativa dela é sair da formação preparada para ampliar o impacto social do trabalho que já realiza.

“Eu quero aprender muito, eu quero sair daqui, como foi falado, entrar empreendedora e sair empresária”, declarou.

Terezinha também ressaltou o desejo de compartilhar o aprendizado com outras mulheres.

“Vou fazer muito sucesso com as mulheres, porque também eu faço parte de vários grupos de mulheres. Então a nossa intenção principal é essa, ser multiplicadora e aprender muito para ensinar também”, completou.

Aos 21 anos, Sarah busca transformar paixão em negócio

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Sarah. Foto: Suzana Rezende / ABCdoABC

A participante mais jovem entrevistada durante a abertura do programa chegou ao Empreendedoras Braskem em um momento de mudança profissional. Sarah Gandolfi de Rossi, de 21 anos, contou que ainda está na faculdade e viu no curso uma oportunidade de estruturar uma futura marca ligada ao universo da moda.

“Eu ainda estou na faculdade. Eu não empreendo ainda, mas atualmente eu fui demitida do meu emprego, onde eu estava fazendo estágio, na verdade”, relatou.

Segundo Sarah, a mudança de rumo aconteceu após ela começar um curso de corte e costura, área que já fazia parte da história da família.

“Acabou tendo uma oportunidade, depois que eu saí do emprego, de eu começar um curso, que sempre foi minha paixão, sobre moda, corte e costura. As minhas duas avós costuravam. Então, acho que já está meio no sangue essa parte artesanal de mexer com as mãos”, explicou.

Ela contou que conheceu o programa por meio da mãe e passou a enxergar a possibilidade de transformar a ideia em empreendimento.

“E aí surgiu a oportunidade, através da minha mãe, que viu o Empreende Aí, o curso da Braskem. E a gente foi se aprofundando na ideia de começar alguma coisa, um empreendedorismo com moda”, afirmou.

Apesar da pouca idade e do projeto ainda estar no papel, Sarah disse que ficou surpresa com a aprovação.

“Foi uma surpresa ter conseguido entrar. Eu pensei que, por conta da idade, talvez, a ideia ainda está no papel, não ter tanta oportunidade de entrar, mas graças a Deus, Deus abriu essa porta”, declarou.

A expectativa da jovem é aprender a estruturar um negócio e conquistar independência profissional.

“Tenho altas expectativas de começar realmente a entender como funciona um negócio, de ver como as coisas funcionam, de ter a oportunidade de abrir a minha própria empresa”, disse.

Troca entre gerações foi destaque na abertura

Durante a cerimônia, representantes e participantes destacaram a diversidade etária e profissional como um dos diferenciais da edição. Em um dos discursos, foi ressaltado que a turma reúne mulheres mais jovens e participantes com décadas de experiência.

“A mais velha tem 69”, foi citado durante a abertura, ao mencionar a diversidade do grupo.

A fala também destacou a importância das trocas entre setores diferentes, como artesanato, automotivo e outros segmentos presentes no curso.

Segundo a apresentação feita no evento, a proposta vai além das aulas técnicas. O objetivo é incentivar conexões, networking e apoio mútuo entre as empreendedoras.

Comecem a fazer o networking, eu aprendi aqui também”, afirmou uma das participantes durante a cerimônia.

Outro ponto reforçado ao longo da abertura foi o incentivo para que as mulheres utilizem o curso como ferramenta de transformação pessoal e profissional.

Empreendedorismo feminino e rede de apoio

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Suzana Rezende / ABCdoABC

Além do conteúdo voltado para gestão e desenvolvimento de negócios, o encontro também trouxe relatos sobre parcerias construídas em edições anteriores do programa.

Durante os depoimentos, participantes citaram projetos desenvolvidos após conexões feitas em cursos anteriores, reforçando a ideia de comunidade entre as mulheres selecionadas.

Também foram mencionados temas como economia circular, reaproveitamento de materiais e iniciativas voltadas ao fortalecimento feminino.

Em outro momento da abertura, uma das falas destacou a importância de manter os sonhos ativos e buscar espaço para colocá-los em prática.

Independente dessa motivação, gente, nada é tão alto quanto os nossos sonhos. Então, agarrem esses sonhos em vocês”, afirmou uma das participantes.

A cerimônia ainda incentivou as alunas a aproveitarem integralmente a experiência oferecida pelo programa, participando das aulas, trocando contatos e fortalecendo relações profissionais.

“Não deixem de seguir em todas as aulas, não faltem, aproveitem o conteúdo”, disse uma das convidadas durante o encontro.

Programa aposta em transformação e novos caminhos

A abertura da 7ª edição do Empreendedoras Braskem mostrou que o empreendedorismo feminino pode reunir histórias diferentes em torno de objetivos semelhantes. Enquanto algumas participantes chegam com negócios estruturados, outras ainda começam a desenhar os primeiros passos de uma futura empresa.

O encontro também evidenciou como diferentes gerações podem compartilhar experiências e construir aprendizados em conjunto. Aos 65 anos, Terezinha busca ampliar o alcance social do trabalho que já realiza com mulheres em situação de vulnerabilidade. Aos 21, Sarah tenta transformar uma paixão herdada da família em oportunidade profissional.

Em comum, ambas carregam a expectativa de sair do programa mais preparadas para empreender.

A nova edição do Empreendedoras Braskem segue agora com a programação de aulas e atividades voltadas ao desenvolvimento de negócios, fortalecimento de lideranças femininas e criação de redes de apoio entre as participantes.

  • Publicado: 21/05/2026 12:24
  • Alterado: 21/05/2026 16:08
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: ABCdoABC