A importância da hidratação para idosos durante o verão
O envelhecimento reduz a sensação de sede, aumentando o risco de desidratação em idosos, especialmente no calor. Hidratação adequada é essencial.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 24/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
O envelhecimento traz consigo diversas alterações fisiológicas, uma das quais é a diminuição da sensação de sede. Esse fenômeno pode resultar em uma ingestão inadequada de líquidos, elevando os riscos à saúde, especialmente durante os meses mais quentes.
Em períodos de altas temperaturas, a necessidade de hidratação se torna ainda mais crítica, particularmente para a população idosa. Especialistas sugerem que a ingestão mínima de água deve ser de 30 ml por quilo de peso corporal diariamente. Assim, um indivíduo pesando 70 kg deveria consumir cerca de 2 litros de água por dia.
Os sinais de desidratação podem incluir confusão mental, agitação, fadiga excessiva e sonolência. Além disso, pode haver um aumento na probabilidade de tonturas e quedas. Outros sintomas característicos incluem a redução da quantidade de urina, urina escura, boca e olhos secos, pele ressecada ou flácida e mucosas pálidas. Em casos mais graves, é imprescindível buscar atendimento médico imediato.
Para aqueles que perceberem sintomas relacionados à desidratação, a Prefeitura de São Paulo recomenda que procurem atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) ou Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mais próximas. A localização dessas unidades pode ser acessada pela plataforma Busca Saúde: buscasaude.prefeitura.sp.gov.br. Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser contatado pelo número 192.
A seguir, estão as orientações para manter a hidratação adequada durante os dias quentes:
A relevância da Hidratação
A principal estratégia preventiva na hidratação consiste em ingerir líquidos ao longo do dia, priorizando a água mesmo na ausência da sensação de sede. Para idosos que residem com familiares ou cuidadores, é essencial que o consumo hídrico seja incentivado e monitorado. Aqueles que vivem sozinhos devem estabelecer uma rotina de hidratação com horários específicos, sempre seguindo as recomendações dos profissionais de saúde.
Além da água pura, sucos naturais, água de coco e chás leves podem ser opções viáveis. Aromatizar a água com frutas ou ervas também pode torná-la mais atrativa. É importante evitar bebidas alcoólicas e açucaradas, pois estas podem contribuir para a desidratação.
Embora o consumo padrão seja de 30 ml por quilo corporal diariamente, em situações extremas como calor intenso ou condições crônicas específicas, essa quantidade pode necessitar ajustes por parte dos profissionais da saúde.
Alimentação e outras precauções
Utilizar vestuário leve e claro, evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h e programar atividades físicas para o início da manhã ou final da tarde são práticas que podem ajudar a mitigar os efeitos adversos do calor. Manter os ambientes arejados e utilizar umidificadores em dias secos são outras estratégias recomendadas para aumentar o conforto térmico.
A dieta deve incluir alimentos leves, priorizando frutas e vegetais ricos em água como melancia, melão, laranja, abacaxi, maçã, pepino, alface e tomate.
Cuidado especial com idosos acamados
Idosos acamados enfrentam um risco elevado tanto para desidratação quanto para aumento da temperatura corporal. É crucial que permaneçam em ambientes frescos e ventilados, evitando exposição direta ao sol. O fluxo do ar dos ventiladores não deve ser direcionado diretamente sobre eles.
A oferta constante de líquidos é fundamental na hidratação. Compressas frias ou mornas aplicadas nas axilas, pescoço e pulsos podem proporcionar alívio térmico. As vestimentas devem ser leves e preferencialmente confeccionadas em algodão; trocas frequentes de roupas pessoais e de cama são igualmente importantes. Além disso, mudar frequentemente a posição do corpo contribui para o bem-estar geral dos idosos acamados.