Hall da Fama do Tênis anuncia três novos integrantes no Rio Open

Conheça os pioneiros que transformaram o esporte nacional e agora eternizam seus legados na maior premiação da categoria no Brasil.

Crédito: Fotojump / Rio Open

O Hall da Fama do Tênis brasileiro acaba de consagrar três novos nomes fundamentais para a história da modalidade. A cerimônia oficial ocorreu na noite de sexta-feira na quadra central Guga Kuerten, durante o prestigiado torneio Rio Open. Paulo da Silva Costa, Ronald Barnes e Ingrid Metzner agora integram este seleto grupo de lendas esportivas.

Quem são os novos membros do Hall da Fama do Tênis

O anúncio transmitido ao vivo para todo o país revelou os novos integrantes eternizados na história da modalidade:

  • Paulo da Silva Costa (Dirigente visionário)
  • Ronald Barnes (Talento precoce das quadras)
  • Ingrid Metzner (Pioneira nos torneios europeus)

O evento reuniu grandes autoridades no Jockey Club Brasileiro e marcou um passo definitivo na valorização da memória esportiva nacional.

Paulo da Silva Costa revolucionou a gestão técnica e projetou o país internacionalmente. Ele assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Tênis em 1961 e mudou o patamar da entidade. Cinco anos depois, liderou a equipe que alcançou uma inédita semifinal de Copa Davis.

Sua influência ultrapassou as fronteiras sul-americanas com imensa destreza política. Entre 1965 e 1967, ele comandou a Federação Internacional de Tênis com brilhantismo. Até os dias atuais, permanece como o único dirigente da América do Sul a ocupar essa cadeira máxima.

O talento precoce que dominou as quadras mundiais

Ronald Barnes despontou no Rio de Janeiro ainda na infância e logo chamou a atenção global. Ele faturou o tradicional Orange Bowl em 1958 e chegou à final juvenil de Wimbledon no ano seguinte. Seus golpes precisos impressionavam fortemente os treinadores estrangeiros da época.

O carioca fez história ao atingir a semifinal de um Grand Slam adulto em 1963. Esse feito notável garante seu lugar cativo no Hall da Fama do Tênis para sempre. Barnes encerrou a carreira cedo, mas deixou um legado técnico incomparável até seu falecimento em 2002.

A desbravadora dos Grand Slams na Europa

Ingrid Metzner enfrentou barreiras estruturais imensas para competir no exterior. A atleta embarcou para a Europa em 1956 sem qualquer tipo de suporte financeiro ou equipe técnica. Essa coragem a transformou na primeira brasileira a disputar os torneios de Roland Garros e Wimbledon.

Durante sua jornada europeia, ela colecionou vitórias expressivas em quatro países diferentes. Na temporada anterior, conquistou duas medalhas de bronze no Pan-Americano de 1955. Uma dessas medalhas ocorreu ao lado da então jovem Maria Esther Bueno, outra gigante do esporte.

O papel do Memorial Tênis Brasileiro

Criado recentemente, o Hall da Fama do Tênis do MTB visa resgatar e proteger a trajetória dos nossos maiores atletas. A curadoria atual pertence ao ex-tenista Luiz Mattar, que avalia criteriosamente cada indicação. O Hall da Fama do Tênis já soma seis homenagens históricas aprovadas por unanimidade pela diretoria.

O presidente da instituição, Walmor Elias, ressaltou a importância vital dessa iniciativa de preservação esportiva.

“É um momento para reverenciar e manter viva a história e memória do nosso esporte no País, relembrando grandes pioneiros e desbravadores do tênis nacional.”

A valorização desses ídolos inspira diretamente as novas gerações que buscam o topo do ranking mundial. O trabalho de resgate histórico fortalece a identidade do esporte e consolida a importância de cada conquista nas quadras. Dessa forma, o Hall da Fama do Tênis assegura que nenhum pioneiro caia no esquecimento.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 22/02/2026
  • Fonte: FERVER